Porto Novo: Operadores de pesca artesanal “em situação de penúria” devido à redução do pescado – associação

 

Porto Novo, 25 Ago (Inforpress) – O presidente da Associação dos Pescadores e Peixeiras da do Porto Novo (Santo Antão) alertou hoje para a “situação de penúria completa” por que passa a classe nesta comunidade piscatória, como consequência da “redução substancial” do pescado.

“Os pescadores vão ao mar e regressam absolutamente sem nada, enfrentando, por isso, uma situação extremamente complicada”, avançou Atlermiro Correia, para quem “várias famílias” de pescadores e peixeiras “não conseguem, nesta altura, levar a panela ao lume”, vivendo uma situação de “penúria completa”.

Para este responsável, tem que haver, por parte da Câmara Municipal do Porto Novo e do Governo, projectos visando atenuar as dificuldades dos operadores de pesca artesanal em todas as zonas piscatórias deste concelho.

O líder dos pescadores e peixeiras da cidade do Porto Novo lembrou que, todos os anos, a autarquia inscreve nos orçamentos “fundos de apoio à pesca” que “nunca tem aplicação prática”, para o desalento da classe que, a seu ver, está “em situação de abandono”.

Os pescadores estão, igualmente, contra o pagamento da taxa de manutenção rodoviária (07 escudos por litro de gasóleo adquirido), conforme Atlermiro Correia, justificando que “as embarcações não andam em estradas”.

“Essa taxa não faz sentido nenhum, por uma razão muito óbvia: as embarcações não andam em estradas e, por isso, os pescadores não têm que pagar essa taxa quando vão comprar o gasóleo”, notou este responsável, que reivindica, por outro lado, a construção de um arrastadouro de botes na praia de Quitinha (Abufadouro) e abertura da peixaria do centro comercial do Porto Novo.

Os pescadores confirmam que o sector da pesca no Porto Novo, apesar das “enormes potencialidades” que possui, encontra-se numa “situação muita complicada”, reclamando atenção de “quem de direito”.

A câmara, no seu orçamento para 2017, inscreveu uma verba na ordem dos sete mil contos para “empoderamento da pesca” no Porto Novo, mas os operadores dizem que “até agora, têm sido apenas promessas”.

Entre as iniciativas previstas para este ano no quadro do seu plano de acção destaca-se a realização da segunda edição da feira local de produtos do mar.

Existe na cidade do Porto Novo, uma das três comunidades piscatórias do concelho, (juntamente com Monte Trigo e Tarrafal) 60 pescadores e 55 peixeiras.

JM/AA

Inforpress/Fim

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