Porto Novo: MAA afasta qualquer responsabilidade no transporte de ração às comunidades

Porto Novo, 27 Abr (Inforpress) – A delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no concelho do Porto Novo, Santo Antão, negou, hoje, qualquer responsabilidade no transporte de ração às comunidades, explicando que esse encargo é dos próprios criadores de gado.

O delegado do MAA, Joel Barros, esclareceu que, ao contrário da ideia que os criadores têm procurado passar, este ministério não tem “qualquer responsabilidade” na colocação de ração em “nenhum sítio”, embora tenha “consciência” da realidade deste concelho, que é extenso e disperso.

“O MAA não coloca ração em nenhum sítio. O que acontece é que os criadores, estando organizados, podem beneficiar dos apoios da câmara municipal no transporte de ração, como acontece, neste momento, em relação ao Planalto Norte”, informou este responsável, que reagia, assim, às reclamações dos criadores de gado de Lagoa do Planalto Leste.

Os criadores de gado dessa localidade, uma das mais afectadas pela seca, dizem enfrentar ainda “muitas dificuldades” na obtenção da ração animal, que ainda não está a ser colocada no Planalto Leste.

Os criadores dizem aguardar ainda, quase três meses após o arranque do programa de mitigação da seca, pela colocação da ração em Lagoa do Planalto Leste, uma situação que está a preocupar, também, a associação local.

Segundo Joel Barros, nesses anos de seca, “nunca foi prática” o MAA colocar a ração nas localidades, explicando que, lá onde os criadores estão organizados, a edilidade porto-novense tem estado a assegurar o transporte do alimento para os animais, livrando, assim, a classe desse encargo.

Entretanto, a Câmara Municipal do Porto Novo, à semelhança do Planalto Norte, começa, já a partir da próxima semana, a apoiar os criadores do Planalto Leste no transporte da ração.

JM/CP

Inforpress/Fim

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