Porto Novo: Líder associativo diz que Ribeira das Patas está a perder “boa parte da sua juventude”

Porto Novo, 28 Mai (Inforpress) – Ribeira das Patas, o principal centro populacional do interior do município do Porto Novo, em Santo Antão, está a perder a sua população, nomeadamente os jovens que “procuram outras paragens em busca de dias melhores.

O aviso é do líder associativo Arlindo Delgado, que informou hoje que Ribeira das Patas “perde diariamente uma boa parte da sua juventude para outras paragens do País em busca de dias melhores”, lamentando a perda da “força de trabalho” por parte deste vale agrícola.

Arlindo Delgado, que preside à Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), pediu ao santo padroeiro do Porto Novo, o São João Baptista, que interceda “junto dos decisores políticos” a favor desta localidade, que “perde diariamente uma boa parte da sua juventude” por falta de oportunidades.

“Que as decisões sejam bem tomadas e estejam em sintonia das nossas gentes, sobretudo, para a juventude que almeja por dias melhores, reservando para a comunidade um futuro melhor”, notou este responsável, que tem estado a reivindicar investimentos para Ribeira das Patas.

O ordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas, a construção do centro de saúde e de um campo de futebol relvado, bem como o alargamento da rede de distribuição de água às zonas altas desta localidade são alguns investimentos reivindicados por este líder associativo.

Porém, o projecto de ordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas deve começar até Julho de 2023, com a implementação das “primeiras obras”, que devem priorizar a mobilização de água e correção torrencial.

O presidente da ADIRP disse ter a garantia dos financiadores de que até Julho, o mais tardar, o projecto estará a começar, com a implementação das primeiras intervenções.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo disse, recentemente, que “não há drama maior” para Santo Antão “do que a perda da sua população jovem”, como consequência “da falta da actividade económica” nesta região.

Aníbal Fonseca avançou que os dados estatísticos confirmam que Santo Antão tem conhecido “uma perda considerável” da sua população nos últimos dez anos, fenómeno que resulta, a seu ver, da ausência da actividade económica para os jovens, obrigados a deixar esta ilha à procura de melhores condições de vida.

JM/CP

Inforpress/Fim

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