Porto Novo: Jovens agricultores continuam de “mãos atadas” um ano e meio depois de receber parcelas

Porto Novo, 22 Jul (Inforpress) – Os 22 jovens agricultores da localidade de Ponte Sul/Chã de Mato, Porto Novo, em Santo Antão, continuam sem poder preparar as parcelas que receberam do Estado há cerca de um ano e meio.

A associação de agricultores deste perímetro agrícola confirmou à Inforpress que estes jovens continuam de “mãos atadas” sem poder preparar as parcelas, uma vez que não têm recursos para alugar equipamentos para a despedrega.

O presidente da Associação dos Agricultores de Ponte Sul/Chã de Mato, Augusto Fortes, admitiu ser “difícil” para estes jovens, que não têm emprego, conseguirem desbravar os terrenos para a prática agrícola, defendendo o apoio do Governo a estes agricultores.

Trinta e oito famílias já se dedicam à agricultura no perímetro de Ponte Sul/Chã de Mato, graças à distribuição de terrenos por parte do Estado, em regime de posse plena.

Em Fevereiro de 2021, o Governo decidiu distribuir parcelas a mais 22 jovens dessa zona, que estão a ter dificuldades na preparação das parcelas, segundo a associação local.

O delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente no Porto Novo, Joel Barros, reconheceu que tem sido uma tarefa difícil para estes jovens desbravar os terrenos, sugerindo-lhes que procurem apoios, designadamente junto da câmara municipal, para preparar as suas parcelas.

Os jovens agricultores, no município do Porto Novo, que receberam, nos últimos anos, terrenos do Estado para a prática agrícola, estão a ter dificuldades na preparação das parcelas, sobretudo na despedrega.

É o caso ainda dos jovens agricultores da Casa de Meio, que, segundo o presidente da associação local dos agricultores, Hipólito Lima, estão a enfrentar “muitas dificuldades” na preparação das suas parcelas, facto que está a atrasar o projecto, que deveria ficar pronto em 2020.

A Câmara Municipal do Porto Novo tem vindo a financiar projectos de apoio aos agricultores na preparação das suas parcelas, que abarcam a despedrega de terrenos e distribuição de insumos para produção agrícola.

JM/AA

Inforpress/Fim

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