Porto Novo: IPC prepara inventário sobre festas de São João visando sua elevação a património imaterial nacional

 

Porto Novo, 16 Ago (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural (IPC) tem em preparação o inventário sobre as festas de romaria de São João Baptista no Porto Novo, enquanto património imaterial, que se realizará a partir de Setembro.

A Inforpress soube junto do IPC que o inventário, que será precedido de uma formação ao pessoal que estará envolvido nessa operação, tem por finalidade conhecer melhor essa manifestação cultural que acontece, há pelo menos 119 anos, no concelho do Porto Novo.

Esse inventario é a condição essencial para se poder submeter avançar com o processo de elevação, que poderá acontecer em 2018, das festas de São João Baptista à condição de património imaterial nacional.

Uma equipa de antropólogos do IPC esteve em Junho no Porto Novo, a sensibilizar a comunidade de São João para o inventário destas festas, elevadas, em 2013, à condição de património cultural imaterial municipal, por deliberação dos eleitos municipais.

Logo a seguir, a edilidade porto-novense chegou a submeter ao Governo um pedido no sentido de se elevar esta manifestação popular, uma das mais populares em Cabo Verde, à categoria de património imaterial nacional.

Porém, o IPC entendeu que o pedido da autarquia não atendeu aos parâmetros definidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), já que antes é preciso conhecer melhor estas festas e só depois avançar para a sua classificação.

Em 1898, aquando da criação da paróquia de São João Batista no Porto Novo, este concelho já tinha cinco cerca de um milhar romeiros e 300 tamboreiros, que asseguravam estas festas.

Entretanto, o projecto do museu nacional das romarias, que está a ser construído, já há alguns anos, na cidade do Porto Novo, mas cujas obras estão paradas actualmente, foi reformulado, devendo abarcar, numa primeira fase, somente as festas de São João.

A edilidade porto-novense espera, ainda em 2017, concluir, em parceria com o Governo, as obras do museu, cuja implementação tem sido marcado, nos últimos anos, por várias interrupções devido à falta de financiamento.

JM/CP

Inforpress/Fim

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