Porto Novo: Investimentos na rede de água no quadro do programa de emergência de Santo Antão

 

Porto Novo, 13 Ago (Inforpress) – A reparação da já obsoleta rede de água na cidade do Porto Novo, também com “graves deficiências”, vai ser concretizada no âmbito do programa de emergência de água e saneamento para Santo Antão, anunciado, em Junho, pelo Governo.

O Governo garante estar a preparar um programa de emergência nos sectores de água e saneamento para Santo Antão, a ser financiado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (BADEA), em mais de um milhão de contos, no âmbito do qual vai ser reparada a rede de distribuição de água na cidade do Porto Novo, já com 17 anos de existência.

A edilidade porto-novense confirmou ter recebido garantias do Governo de que o programa de emergência para os sectores de água e saneamento em Santo Antão, além da  instalação uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) e intervenções na rede de esgotos da cidade do Porto Novo nesta urbe, visa a melhoria na rede de água nesta urbe.

A rede de distribuição de água na cidade do Porto Novo foi já submetida à uma auditoria, que recomendou investimentos à volta de 200 mil contos, na reparação e ampliação dessa infra-estrutura.

A parte da reparação da rede, estimada em 60 mil contos, (representa 30 por cento (%) dos investimentos recomendado pela auditoria), terá de ser feita “a curto prazo”, dada a situação dessa infra-estrutura.

Águas do Porto Novo (APN) já se disponibilizou para ser parceira do Governo na melhoria da rede de distribuição neste município, cujas deficiências têm resultado em avultadas perdas do liquido precioso.

A administração da APN, empresa que produz água dessalinizada no Porto Novo, disse ter todo o interesse em que a cidade do Porto Novo tenha uma rede de distribuição de água “técnica e economicamente sustentável”.

Além da reparação, os porto-novenses  têm vindo a pedir, igualmente, a ampliação da rede de distribuição de água, por forma a que os bairros emergentes sejam contemplados com água canalizada.

A nível da ampliação da rede, o estudo, feito por um equipa de especialistas espanhóis no quadro do Fundo Flexível, financiado pela Cooperação Luxemburguesa, propõe investimentos na ordem dos 140 mil contos,  que terão de ser feitos a médio e longo prazos.

JM/CP

Inforpress/Fim

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