Porto Novo: Famílias que dependem da pecuária e agricultura de sequeiro “apreensivas” com situação de seca

Porto Novo, 03 Mai (Inforpress) – A seca, que atinge, nos últimos quatros anos, o município do Porto Novo, em Santo Antão, com particular incidência nas zonas altas, começa a deixar “apreensivas” as famílias cuja subsistência depende da pecuária e agricultura de sequeiro.

É o caso de Lagoa e arredores, no Planalto Leste, onde o impacto da seca que fustiga Santo Antão há quatro anos seguidos está a deixar “aflitas” as famílias desta localidade, cujo sustento depende da pecuária e agricultura de sequeiro, confirmou o líder associativo, Aristides Morais.

“Aqui no Planalto Leste, a maior preocupação é a seca que está a afectar muitas famílias”, sublinhou este responsável, defendendo o reforço do emprego público nessa zona para socorrer as pessoas vítimas da seca dos últimos anos.

Ainda em Lagoa, o abastecimento de água também inquieta as pessoas, segundo o morador Manuel Pinto.

Nas zonas circunvizinhas, as famílias estão, também, “aflitas” segundo o porta-voz das populações, Domingos Amador, que se referiu também à necessidade de se reforçar a disponibilidade de água nessas localidades para consumo e para os animais.

No Planalto Norte, os camponeses estão igualmente “apreensivos” com o impacto que a seca está a ter nas famílias, que dependem da pecuária, defendendo ainda a resolução do problema de água nesta zona.

Para atenuar os efeitos da seca no município do Porto Novo, o Governo decidiu colocar à disposição da edilidade porto-novense 23 mil contos para a criação de emprego neste concelho e auxiliar os criadores com um programa de bonificação do preço da ração em 30 por cento (%).

JM/ZS

Inforpress/Fim 

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