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Porto Novo: Famílias do Planalto Norte reclamam das tarifas de energia eléctrica praticadas pela central fotovoltaica

Porto Novo, 27 Abr (Inforpress) – As 50 famílias que usufruem da energia eléctrica produzida pela central fotovoltaica solar no Planalto Norte, interior do concelho do Porto Novo, Santo Antão, reclamam das tarifas praticadas, que dizem estar “acima das suas possibilidades”.

Essas famílias estão sujeitas a tarifas fixas que variam entre 750 escudos e 1.500 escudos mensais, mas, mesmo assim, dizem que não têm conseguido pagar esse valor, pelo que, no seu entender, o município do Porto Novo, entidade gestora da central, deveria rever esses preços e situá-los de acordo com as possibilidades das pessoas, cuja “grande maioria é muito pobre”.

Os utentes, sobretudo, os operadores económicos, dizem, igualmente, que a energia distribuída pela central fotovoltaica, com uma potencia de 35 kilowatt (kWp), é insuficiente e não tem contribuído para melhoria das condições de vida das populações.

Conforme os comerciantes locais, “não se pode sequer ligar electrodoméstico, caso de frigoríficos ou arcas, porque o quadro dispara e corre-se o risco de ficar sem energia por algum tempo.

A central fotovoltaica do Planalto Norte, que cobre as comunidades de Chã Dura, Morrinho D’Égua, Chã de Cruz, Água das Patas e Chã de Manuelino, foi inaugurada em Janeiro, altura a partir da qual essas zonas passaram a dispor de luz eléctrica durante 24 horas por dia.

O projecto, que custou cerca de 20 mil contos, contou com o envolvimento do Governo de Cabo Verde, do Centro das Energias Renováveis e Eficiência Energética da CEDAO (ECREE), da cooperação portuguesa, de entre outros parceiros.

Também, em Chã de Feijoal, outro povoado do Planando Norte, a micro central fotovoltaica instalada nessa zona, já há alguns anos, continua com problema de funcionamento, facto que tem deixado a comunidade preocupada.

Inicialmente, essa central fotovoltaica, de cinco watts, financiado pelo GEF (Global Environment Facility), em cinco mil contos, fornecia energia eléctrica 24 horas/dia às 15 famílias desse povoado, mas, nos últimos tempos, a capacidade dessa unidade, devido a problemas técnicos, reduziu para menos de metade.

Bolona e Pascoal Alves são os restantes povoados do Planalto Norte ainda sem energia eléctrica, mas, no caso deste último, as condições estão a ser criadas para que as 12 famílias possam dispor de luz eléctrica, dentro de pouco tempo.

O projecto de electrificação de Pascoal Alves tem o financiamento do Sistema das Nações Unidas, através do o GEF, e consiste na instalação, em cada uma das habitações, de um kit fotovoltaico solar, capaz de produzir energia eléctrica durante 24 horas por dia.

JM/CP

Inforpress/Fim

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