Porto Novo: Exportação do queijo do Planalto Norte depende apenas de certificação – produtores

Porto Novo, 08 Abr (Inforpress) – A exportação do queijo que se produz no Planalto Norte do Porto Novo, Santo Antão, está a depender da sua certificação, numa altura em que há empresas interessadas em colocar este produto no mercado europeu.

Tanto o queijo fresco, como o queijo curado, que se produz no Planalto Norte, que estão entre os melhores do mundo, têm suscitado interesse de empresas ligadas ao sector, que desejam exportar o produto, sobretudo para o mercado europeu.

No caso do queijo curado, o produtor António Lima confirma que uma empresa suíça já manifestou, através da organização não-governamental Atelier Mar, o interesse na importação deste queijo, que começou a ser produzido há quatro anos.

Este queijo, já muito procurado no mercado nacional, segundo este produtor, tem todas as condições para ser exportado para mercados internacionais, faltando apenas a necessária certificação por parte das entidades competentes.

A Fundação Slow Food, com sede em Itália, já reconheceu a qualidade dos queijos fresco e curado do Planalto Norte, que têm marcado presença na feira mundial do gosto, que se realiza, anualmente, em Itália.

O queijo fresco, em 2007, recebeu a chancela de património mundial do gosto e, em 2017, foi galardoado com medalha “Slow Cheese Award”, ambas distinções atribuídas pela fundação Slow Food.

António Lima, já por várias vezes, pediu a certificação dos queijos do Planalto Norte, já considerados “uma marca” de Santo Antão, uma preocupação já do conhecimento do próprio ministro da agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

Na edição 2018 da feira mundial do gosto, que decorreu, em Setembro, em Turim, os queijos curado e fresco do Planalto Norte de Santo Antão ficaram entre os cinco melhores queijos do mundo.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) reconhece a “excelente qualidade” do queijo que se produz no Planalto Norte do Porto Novo e já prometeu apoiar os criadores no aumento da produção, através de projectos ligados, sobretudo, à recuperação dos campos de pastagem e recolha e conservação do pasto, bem como a construção de currais, já a partir deste ano.

O queijo fresco é produzido por 30 criados que integram uma cooperativa dos produtores, criada em 2005, que, segundo o responsável Irineu da Luz, aposta em melhorar, cada vez mais, a qualidade deste produto, com vista à sua internacionalização.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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