Porto Novo: Encalhe do navio John Schmeltzer há 73 anos assinalado com conversa aberta e excursão

Porto Novo, 24 Nov (Inforpress) – O encalhe a 25 de Novembro de 1947, na Ponta de Canjana, nas proximidades da Praia Formosa, litoral do Porto Novo, do navio norte-americano John Schmeltzer, é assinalado, esta quarta-feira, neste município, numa iniciativa da autarquia local.

O programa das comemorações deste marco da história recente da ilha de Santo Antão inclui uma conversa aberta com um dos autores do livro  “Tempo de John”, o médico alemão Pitt Reitmaier, ex-delegado de saúde do Porto Novo entre 1981 e 1984,  com os jovens e uma excursão à zona de Canjana, local do naufrágio.

O romance “Tempo de John”, lançado há um ano, é uma co-autoria de Pitt Reitmaier e do cabo-verdiano António Pedro Delgado e  narra a história da “triste e catastrófica fome de 47 ” em Santo Antão e o coincidente encalhe do navio a vapor John E. Schmeltzer, em Ponta Canjana, no litoral sudoeste do Porto Novo.

John Schmeltzer, procedente de Rosário na Argentina, com destino à Suécia, trazia a bordo 7.179 toneladas de carga bruta – milho vermelho a granel e outros – e o naufrágio, para as pessoas que  testemunharam esse acontecimento, foi a “salvação do povo”, numa altura em que a fome dizimava os cabo-verdianos.

“John”, como ficou conhecido este navio da marinha mercante dos Estados Unidos da América (EUA), acabou por salvar “parte significativa” da população de Santo Antão de morrer à míngua, na sequência da fome de 1947.

Este acontecimento, em plena Segunda Guerra Mundial, é, também, tema de uma peça teatral e de um filme, este lançado, em 2018, pelo grupo teatral santantonense Juventude em Marcha.

JM/AA

Inforpress/Fim

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