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Porto Novo: Empresa da Mauritânia interessada em investir na exploração das pozolanas

Porto Novo, 11 Jun (Inforpress) – O grupo Mauritanienne de Construction e d’Equipement (MCE) está interessada em investir na exploração das pozolanas, que abundam no concelho do Porto Novo, Santo Antão, interesse já manifestado às autoridades municipais e nacionais.

Com efeito, uma equipa de empresários ligado ao grupo MCE visitou quinta-feira, 10, Porto Novo, onde , além da deslocação às instalações da fábrica de cimento pozolânico, encerrada desde Agosto de 2013, encontrou-se com o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, a quem manifestou “interesse” em investir na exploração deste recurso natural.

Uma nota da autarquia confirmou a visita dos investidores, que aconteceu no âmbito do processo negocial em curso entre o Governo e a Cabocem, proprietária da fábrica de cimento pozolânico, a qual possui, desde 2005, com o Estado de Cabo Verde, um contrato de concessão da exploração das pozolanas, por um período de 25 anos.

O executivo pretende rescindir o contrato com a Cabocem, criada por um grupo de investidores italianos, o que permitirá identificar “um investidor de referência” para a indústria cimenteira no Porto Novo, conforme anunciou, recentemente, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O ministro das Finanças tem autorização do Conselho de Ministros para “fechar” as negociações com a Cabocem, com vista a viabilizar o relançamento da indústria, com a entrada de um novo investidor.

Os empresários, acompanhados da representante local da Cabocem, Albertina Pinto, e do presidente da câmara do Porto Novo, visitaram as instalações da fábrica, que está encerrada há quase oito anos, por alegadas “dificuldades de mercado”.

Visitaram ainda as jazidas de pozolana, inteirando, assim, do potencial desta matéria-prima, concentrada, sobretudo, nas proximidades da cidade do Porto Novo (Brejo, Fundão, Ribeira Fria e Gamboesa), cujas reservas de pozolana estimam-se em dez milhões de toneladas.

Em 2005, com o arranque da unidade de produção, situada na zona de Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo, os investidores tinham proposto produzir, anualmente, entre 80 e 100 mil toneladas de cimento pozolânico, além de derivados (telhas e outros) para o mercado nacional.

Entretanto, a unidade foi encerrada oito anos depois, por alegadas dificuldades em se impor no mercado nacional, apesar da “boa qualidade” do produto.

JM/AA

Inforpress/Fim

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