Porto Novo: Edilidade tem interesse em que encalhe de John Schmeltzer seja património histórico de Santo Antão

Porto Novo, 26 Nov (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, disse, quarta-feira, que o seu município está interessado em que o encalhe do navio norte-americano John Schmeltzer, seja elevado à condição de património histórico de Santo Antão.

Aníbal Fonseca lembrou que os municípios de Santo Antão sugeriram, “há alguns anos”, por ocasião do septuagésimo aniversário do naufrágio, que ocorreu, a 25 de Novembro de 1947, há 73 anos, na Ponta de Canjana, nas proximidades da Praia Formosa, litoral do Porto Novo, que este acontecimento fosse trabalhado com vista à sua classificação como património histórico desta ilha.

“Estamos interessados nisso e estamos convencidos de que o trabalho está a ser feito”, notou o edil do Porto Novo, para quem é necessário criar as condições para a preservação desse sítio, mais precisamente das ruínas das casas, do cemitério e de outros aspectos deste “marco histórico muito relevante” da história recente de Santo Antão.

O encalhe, a 25 de Novembro de 1947, na Ponta de Canjana, nas proximidades da Praia Formosa, do navio norte-americano John Schmeltzer, foi assinalado, esta quarta-feira, neste município, numa iniciativa da edilidade porto-novense.

O programa das comemorações do acontecimento inclui uma “conversa aberta” com um dos autores do livro “Tempo de John”, o médico alemão Pitt Reitmaier, ex-delegado de saúde do Porto Novo (entre 1981 e 1984) com os jovens e uma excursão à zona de Canjana, no domingo, 29.

John Schmeltzer, procedente de Rosário, na Argentina, com destino à Suécia, trazia a bordo 7.179 toneladas de carga bruta (milho vermelho a granel e outros) e o naufrágio, para as pessoas que  testemunharam esse acontecimento, foi a “salvação do povo”, numa altura em que a fome dizimava os cabo-verdianos.

JM/HF

Inforpress/Fim

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