Porto Novo: Edilidade prevê criar 500 postos de trabalho mensais com programa de mitigação da seca

Porto Novo, 13 Mar (Inforpress) – Porto Novo foi contemplando, no quadro do programa de mitigação e de resiliência à seca em Cabo Verde para 2019/2020, com 38 mil contos, montante que vai permitir criar uma média de 500 postos de trabalho mensais.

A previsão é do edil portonovense, Aníbal Fonseca, que se congratulou com o facto de o Governo ter, no âmbito do programa, disponibilizado a Porto Novo “uma verba considerável”, comparativamente a outros municípios, para, nos próximos quatro meses, criar uma média de meio milhar de empregos mensais, em todo concelho.

Porto Novo, um dos municípios mais afectados pela seca em Cabo Verde, enfrenta “três anos de dificuldades”, segundo o autarca, que explicou que os 38 mil contos vão possibilitar a “criação de empregos e resiliência no mundo rural”, contribuindo para a melhoria das condições de vida das populações.

O presidente da câmara do Porto Novo garantiu à Inforpress que, além do programa de mitigação e de resiliência à seca, existem “outras formas” de criação de empregos neste concelho, designadamente com a implementação, já a partir deste mês de Março, dos projectos de construção de estradas, lançados pelo Governo.

Com isso, Aníbal Fonseca acredita que a situação social no município do Porto Novo conhece, já a partir deste mês, a normalidade, graças à criação de empregos para socorrer as famílias em situação de vulnerabilidade.

Toda a ilha de Santo Antão foi contemplada com mais de 54 mil contos no quadro do programa de mitigação e de resiliência à seca em Cabo Verde, segundo a resolução 40/2020 do Governo, publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde.

Ribeira Grande de Santo Antão e o Paul recebem 11 mil contos e 5,5 mil contos, respectivamente, segundo a resolução do Governo, que explica que o plano surge para fazer face aos “efeitos acumulados dos três anos de seca consecutivos” em Cabo Verde.

A nível nacional, o programa, que visa contribuir para o aumento da resiliência e adaptação às mudanças climáticas, através do reforço da capacidade de prevenção e de gestão das situações de crise decorrentes das secas, prevê um montante de 300 mil contos.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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