Porto Novo: Edilidade já trabalha com parceiros na criação do canil municipal

Porto Novo, 25 Dez (Inforpress) – A câmara do Porto Novo já está a trabalhar com os seus parceiros na criação do canil municipal, espaço que visa atender ao problema dos cães vadios que deambulam pelo município e, sistematicamente, denunciado pelos munícipes.

A edilidade tem sido, constantemente, confrontada pelo problema dos cães vadios, que se proliferam neste concelho, situação que, segundo os porto-novenses, está a pôr em risco a saúde publica e o próprio gado caprino.

Os munícipes aproveitaram a última sessão da Assembleia Municipal do Porto Novo, sexta-feira, para voltar a chamar atenção das autoridades municipais para a necessidade de se criar um canil neste município, tendo em conta a gravidade do problema.

O presidente da câmara, Aníbal Fonseca, garante que autarquia já tem estabelecido a parceria com os serviços da protecção civil, com o Ministério da Agricultura e Ambiente, além das associações de defesa dos animais, para a construção, em breve, do canil municipal.

“Sim, já estamos a trabalhar nisso”, sublinhou o autarca, admitindo que se trata de “uma grande preocupação” da sua autarquia.

Segundo os criadores de gado, os cães vadios têm estado a dizimar cabras em todo o concelho, com maior incidência na zona baixa do Porto Novo, ante a “passividade das “autoridades competentes”, com responsabilidade nessa matéria.

Os criadores de gado aproveitaram, recentemente, a estada, do director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, José Teixeira, no Porto Novo, para alertar para a necessidade de “quem de direito” ajudar os criadores a se libertarem desses cães sem donos que estão a atacar os seus animais.

Para o representante da Associação dos Criadores do Porto Novo, Erineu Rodrigues, essa situação tem sido “um desastre” para a classe que, neste ano de seca, além de se preocupar com o salvamento do seu gado, ainda enfrenta o problema dos cães sarnentos.

Segundo Erineu Regrides, o Governo, conjuntamente com a câmara do Porto Novo, tem a obrigação de apoiar os criadores no combate a esses cães abandonados, que constituem “uma séria ameaça” para o gado caprino, no Porto Novo.

“Isso tem sido um desastre. Ninguém mais aguenta essa situação”,lamentou o representante dos criadores, responsabilizando as associações de defesa dos animais que, adiantou, se têm oposto ao abate dos cães vadios em Cabo Verde.

Acha que essas organizações deviam, então, arcar com “os elevados prejuízos” que os cães estão a causar aos criadores.

O director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária reconheceu que, está-se, de facto, perante “um problema muito sério” e exortou o município do Porto Novo a aplicar as posturas municipais sobre essa questão.

“É um problema muito sério, mas é só uma questão de se aplicar a lei. Os municípios devem cumprir as posturas municipais nessa questão”, sublinhou José Teixeira, explicando que, quando um cão é apreendido, deve ser levado a um canil e, caso não seja recuperado pelo dono em 48 horas, deve ser abatido.

Este responsável confirma estar a trabalhar com as câmaras municipais e as associações de defesa dos animais para se encontrar uma solução ao problema dos cães vadios em Cabo Verde.

JM/CP

Inforpress/Fim

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