Edil admite necessidade de “agir” para cumprir “compromissos” assumidos com porto-novenses até 2020

 

Porto Novo, 07 Out (Inforpress) – O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, admitiu, sexta-feira, a necessidade de “agir” no sentido de realizar “os compromissos” assumidos, em 2016, com o eleitorado, numa altura em que já cumpriu o primeiro dos quatro anos de mandato.

“É preciso, de facto, agir”, notou o autarca, assegurando que tem “uma visão e uma estratégia” para o desenvolver Porto Novo e que, em 2020, terá executado o que prometeu aos porto-novenses, nas eleições de Setembro do ano transacto.

O actual executivo camarário, que a 02 de Outubro completou o primeiro ano à frente da Câmara Municipal do Porto Novo, foi, esta sexta-feira, avaliado no arranque da sessão da Assembleia Municipal, cujas bancadas, o MpD (poder) e o PAICV (oposição), fizeram leituras diferentes do desempenho da edilidade, até agora.

A bancada do MpD, através de uma declaração política, informou que o partido tem motivos para estar satisfeito com actuação do elenco camarário que, neste primeiro ano de mandato,  privilegiou a promoção do município como destino de investimentos, a reabilitação habitacional e a melhoria das acessibilidades.

Segundo o líder da bancada, Paulo Oliveira, MpD, que sustenta a câmara, está a promover “o desenvolvimento sustentado” do município e acredita que chegará em 2020,  com “sentimento de dever cumprido”.

Paulo Oliveira enumerou algumas acções levadas a cabo pelo elenco camarário até agora, com destaque para a reabilitação de 140 habitações, num investimento à volta de 11 mil contos, e intervenções nas vias de acesso, na ordem dos 17 mil contos.

A bancada do PAICV, através do seu líder, João Fonseca, disse desconhecer qualquer obra que tenha sido realizada pela equipa liderada por Aníbal Fonseca, adiantando que, “até agora, tem-se verificado apenas conversas e mais conversas” da parte da câmara municipal.

O PAICV atribuiu “nota claramente negativa” à edilidade no sector do saneamento, neste primeiro ano de mandato, considerando que Porto Novo deixou de ser “um município limpo” por “inércia” do actual executivo camarário.

O presidente da câmara admitiu que Porto Novo esteja a deparar-se, actualmente, com “uma situação menos boa” em determinadas localidades, mas considerou que o município continua sendo “limpo e asseado”.

Aníbal Fonseca garantiu que estão em curso medidas para a resolução do problema do lixo no Porto Novo, anunciando a aquisição, ainda em 2017, de uma nova viatura de recolha e transporte do lixo e de contentores no quadro das verbas disponibilizadas através do Fundo do Ambiente.

A nível de gestão e tratamento de esgotos, o município do Porto Novo enfrenta, também, uma situação “complexa”, segundo o edil, que reafirmou a possibilidade de Porto Novo ser, em 2018, contemplado com um projecto para a resolução definitiva dos problemas de gestão e tratamento dos resíduos líquidos.

“Há sim um projecto do Governo que vai resolver, definitivamente, os problemas dos esgotos no Porto Novo, a parir de 2018”, assegurou.

Em relação aos investimentos, inicialmente, previstos para 2017, o autarca informou que, até Agosto, a taxa de execução da edilidade estava à volta dos 35%, com a execução de acções que exigiram um esforço financeiro à volta de 270 mil contos.

Até Dezembro, o executivo local espera aumentar essa taxa para, pelo menos, 55%, com a realização de novos investimentos na ordem dos 120 mil contos, prometeu Fonseca.

A Assembleia Municipal do Porto Novo prossegue, este sábado, com a aprovação do orçamento da câmara para 2018, estimado quase 676 mil contos, representando um decréscimo de 6% em relação ao orçamento de 2017.

JM/CP

Inforpress/Fim

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