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Porto Novo/Dia Internacional das Cooperativas: Mulheres empreendedoras querem ter o seu próprio ateliê e conquistar mercado santantonense

Porto Novo, 04 Jul (Inforpress) – A cooperativa Mulheres Empreendedoras do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, tem como desafio ter o seu próprio ateliê e conquistar o mercado local, sem descurar a possibilidade de exportar para as outras ilhas do País.

Quem o diz é a presidente desta cooperativa, Mariana Lopes, adiantando que Mulheres Empreendedoras querem, “no futuro”, além de ter a sua própria oficina e conquistar o mercado santantonense, também, apostar na formação dos jovens que queiram fazer do artesanato, mas precisamente da costura, o seu meio de vida.

Desde a sua criação, há cinco anos, esta cooperativa, cuja criação contou com vários parceiros, desde logo, a Câmara Municipal do Porto Novo, a Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), tem funcionado num espaço cedido, gratuitamente, por esta organização não-governamental.

A cedência do espaço por parte da OMCV, explica Mariana Lopes, foi por um período de cinco anos, que termina agora em Agosto, devendo esta cooperativa passar a pagar uma renda até que consiga ter o seu próprio espaço.

Daí, segundo a presidente desta cooperativa, a necessidade de apostar na mobilização de novos parceiros, que possam ajudar esta organização, que, a seu ver, “tem tudo para dar certo”, ou seja, tem equipamentos, inclusive uma máquina industrial, e “membros preparados e empenhados”.

Até agora, esta cooperativa, apesar dos esforços, não conseguiu conquistar todo o mercado local, mas já dispõe de “uma carteira importante de clientes”, que tem vindo a solicitar os mais diversos produtos, como carteiras, bolsas, roupas para casamentos e baptizados, uniformes escolares e muitos outros.

“Tudo aquilo que o cliente pretende estamos preparados para oferecer”, garante a líder desta cooperativa, que conta com dez mulheres, as quais têm como “marca” a confecção de “produtos tradicionais de qualidade”, com a aplicação de pano de terra.

“São produtos de qualidade capazes de competir em qualquer mercado”, assegura a responsável da cooperativa, admitindo a possibilidade de, futuramente, esta empresa exportar para outras ilhas do arquipélago.
Com o surgimento da pandemia, que acabou por criar constrangimentos a nível do mercado, essas mulheres têm apostado, também, na produção de máscaras caseiras, tendo já confeccionado perto de cinco mil máscaras.

A cooperativa Mulheres Empreendedoras do Porto Novo foi criada, inicialmente, por um grupo de 22 mulheres (actualmente já são somente dez), na sua maioria chefes de família, na sequência de uma formação promovida pela Câmara Municipal do Porto Novo e pela OMCV, com o apoio de uma organização não-governamental italiana e do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

A cooperativa tem como propósito a redução da pobreza, com vista à inclusão e desenvolvimento comunitário sustentável, mais especificamente através da produção e da venda de roupas, acessórios e produtos de decoração com aplicação de pano de terra.
JM/JMV
Inforpress/Fim

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