Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Porto Novo: Depósitos de combustíveis nas imediações da zona portuária representam “ameaça muito forte” à segurança – autarca

Porto Novo, 13 Dez (Inforpress) – A existência das instalações das empresas petrolíferas nas imediações do porto, no Porto Novo, em Santo Antão, representa “uma ameaça muito forte” à segurança neste município e constituiu uma questão que “interpela muito os poderes públicos nacionais”.

A preocupação foi manifestada, hoje, pelo  edil porto-novense, Aníbal Fonseca, para quem o facto de os depósitos de combustivos situarem-se à entrada da cidade do Porto Novo, na zona portuária, junto a habitações, restaurantes, residências e a um mercado constitui “um grande problema” à segurança desta urbe.

Aníbal Fonseca, que falava no acto de assinatura de um protocolo de colaboração institucional com a Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde (OACV), defendeu, por isso, a deslocalização desses depósitos em nome da segurança das habitações, dos estabelecimentos turísticos e para a tranquilidade das pessoas.

A “má localização” das instalações das petrolíferas não é um problema só do Porto Novo, mas, neste município santantonense, esta questão se coloca de forma “mais flagrante” e está “em guerra directa” com “a parte urbana da cidade”, referiu ainda.

“Para essas empresas, a questão de segurança é de primeira linha, mas nada é infalível. O que existe é uma ameaça muito forte à cidade do Porto Novo, não só em termos estéticos, mas, também, a nível de segurança”, adiantou o autarca, considerando que “os poderes públicos nacionais” devem “tomar decisões concretas em matéria do tipo”.

Para o persistente da câmara do Porto Novo, a deslocalização das instalações petrolíferas situadas nas proximidades do porto, é “uma questão actual”, cuja resolução cabe aos “poderes públicos nacionais”, já que a autarquia não tem competência para tal.

A cidade do Porto Novo, pelas condições naturais que oferece, com um território extenso e já com “um bom planeamento e boas práticas”, pode “ser preparada como uma cidade de futuro” em Cabo Verde, segundo Aníbal Fonseca.

“Porto Novo tem condições naturais favoráveis, tem boas práticas, não há construções clandestinas e vamos tudo fazer para não termos nenhum caso de clandestinidade nesta cidade”, referiu ainda o autarca porto-novense, enaltecendo a importância do protocolo firmado com a OACV, que vai permitir ao município aproveitar “toda a energia e o saber” desta ordem em prol desta urbe.

Para o bastonário da OACV, o arquitecto António Bettencourt, esta ordem vai poder, a partir de agora, apoiar a câmara do Porto Novo na sua política de criação das melhores condições de vida para as populações e promover a formação dos arquitectos do município.

Com o protocolo, ambas as instituições comprometem-se a “colaborar nos domínios técnicos, profissional e científico na área de suas actividades, abrangendo, entre outras acções, a realização conjunta de conferências, seminários ou cursos de formação específica.

A participação mútua em congressos, colóquios organizados por qualquer uma das instituições, o apoio a projectos de investigação, a permuta de informações sobre o exercício profissional dos arquitectos e dos urbanistas, bem como de documentação e publicações são outras acções previstas no protocolo, o primeiro assinado entre uma câmara municipal e a OACV.

JM/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos