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Porto Novo: Criadores qualificam de “desastre” a matança do gado caprino por cães vadios

 

Porto Novo, 09 Dez (Inforpress) – Os criadores de gado no Porto Novo, Santo Antão, qualificam de “desastre” o facto de o gado caprino, neste concelho, estar a ser dizimado por cães vadios, ante a “passividade das “autoridades competentes”, com responsabilidade nessa matéria.

Os criadores de gado aproveitaram a estada, esta sexta-feira, do director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, José Teixeira, no Porto Novo, para alertar para a necessidade de “quem de direito” ajudar os criadores a se libertarem dos cães sem donos que estão a atacar os seus animais.

Para o representante da Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo, Erineu Rodrigues, essa situação tem sido “um desastre” para a classe que, neste ano de seca, além de se preocupar com o salvamento do seu gado, ainda enfrenta o problema dos cães sarnentos que estão a dizimar os animais.

Segundo Erineu Rodrigues, o Governo, conjuntamente com a câmara do Porto Novo, tem a obrigação de apoiar os criadores no combate a esses cães abandonados, que constituem “uma séria ameaça” para o gado caprino no Porto Novo.

Face à gravidade da situação, este responsável entende que o Governo, no quadro do plano de salvamento do gado, devia levar em conta o “drama” dos criadores no Porto Novo, que vêm perdendo os seus animais, devido ao ataque dos cães vadios.

“Isso tem sido um desastre. Ninguém mais aguenta essa situação”, lamentou o representante dos criadores, para quem o Governo devia lhes ajudar a se livrar desses cães abandonados.

Irineu Rodrigues responsabiliza, por este estado de coisas, as associações de defesa dos animais, que se têm oposto ao abate dos cães vadios em Cabo Verde, considerando que essas organizações deviam, então, arcar com “os elevados prejuízos” dos criadores.

“É um problema muito sério, mas é só uma questão de se aplicar a lei. Os municípios devem cumprir as posturas municipais nessa questão”, sublinhou José Teixeira, explicando que, quando um cão é apreendido, deve ser levado a um canil e, caso não seja recuperado pelo dono em 48 horas, deve ser abatido.

Em todo o caso, este responsável garante estar a trabalhar com as câmaras municipais e as associações de defesa dos animais para se encontrar uma solução ao problema, já que, a seu ver, não faz sentido que o Governo invista tanto dinheiro no salvamento do gado e os cães vadios continuarem a atacar os animais.

A edilidade porto-novense, através do vereador Irlando Ramos, admite que se trata de “uma grande preocupação” o problema dos cães vadios no Porto Novo, cuja resolução, no seu entender, exige “união de esforço” da câmara, do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) e dos próprios criadores.

“Vamos tomar uma providencia sobre isso, mas todos devemos unir esforços para resolver esse problema”, prometeu Irlando Ramos.

Além do problema dos cães sarnentos, os criadores estão ainda preocupados com a vedação dos campos de pastagem e com a falta de cobertura veterinária por parte dos serviços do MAA, no Porto Novo.

O delegado do MAA, Joel Barros, concorda com a preocupação dos criadores, argumentando que os dois veterinários existentes nesta delegação não têm conseguido atender às necessidades em termos de assistência veterinária, dada a dimensão do concelho e do próprio efectivo pecuário.

Por isso, disse esperar que, no quadro do plano de emergência para o salvamento do gado e de mitigação da seca, Porto Novo seja afectado, mesmo que temporariamente, com mais recursos humanos nesse aspecto.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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