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Porto Novo: Criadores de gado preocupados com “inércia” das autoridades ante o problema de cães vadios

Porto Novo, 07 Set (Inforpress) – Os criadores de gado no município do Porto Novo, Santo Antão, dizem-se “preocupados” com a “inércia” das autoridades em relação à problemática dos cães vadios e admite começar a resolver o problema com os seus próprios meios.

O representante dos criadores, Romeu Rodrigues, admitiu que a classe poderá recorrer, com os seus próprios meios, ao abate dos cães vadios que atacam os seus animais, “perante a falta de resposta ao problema”, que, a seu ver, coloca em risco a actividade pecuária neste concelho.

“Aliás, há criadores que já estão a enfrentar esses cães, que ameaçam os seus animais, já que ninguém faz nada”. É o sustento de muitas famílias que estão em risco”, adiantou Romeu Rodrigues.

Um grupo de técnicos holandeses ligados ao projecto “Um cão, um amigo”, que, desde 2019, está a ser implementado em Santo Antão, esteve, em Junho, no Porto Novo a efectuar um estudo sobre a prevenção de ataques dos cães vadios ao gado, especialmente cabras e porcos.

A ideia é montar um plano que traga “medidas práticas”, visando a prevenção de conflitos entre os cães e o gado, além do manejo sustentável, eficaz e humano da população canina e educação sobre a propriedade responsável de cães.

Entretanto, os criadores de gado dizem-se “cansados já de tanto esperar” por uma solução ao problema dos cães vadios, que, nos últimos anos, têm estado a atacar o gado, neste concelho.

Esta classe responsabiliza, também, a edilidade porto-novense pela situação, lembrando que prometeu a construção de um canil, espaço que está ainda por criar.

Enquanto isso, o município do Porto Novo formalizou, em Junho, a sua adesão à aliança nacional da gestão ética da população canina e felina, que tem como propósito “diminuir, de forma humana, o número” destes animais nas ruas, “promovendo o seu bem-estar”.

A autarquia manifestou, na ocasião, a “disponibilidade e abertura” para “articular” com as instituições, na adopção de “políticas eficazes para resolver o problema de cães em espaços públicos e os ataques contra o gado”, neste concelho. 

O executivo camarário diz estar a “trabalhar” com os parceiros visando “uma boa gestão da população canina no município”, considerando “fundamental” o envolvimento dos donos no processo de inscrição e declaração dos seus animais, bem como na campanha de castração, que deve acontecer em Novembro, no Porto Novo.

JM/DR

Inforpress/Fim

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