Porto Novo: Criadores de gado desejam linha de crédito para manter o efectivo pecuário neste momento mais crítico

Porto Novo, 26 Jan (Inforpress) – Os criadores da zona Norte do Porto Novo pediram, sexta-feira, ao Governo a criação de uma linha de crédito para possibilitar à classe manter o efectivo neste período crítico, marcado por uma das piores secas dos últimos anos.

Numa altura em que os efeitos da seca, que assola Porto Novo, fazem-se sentir com maior acuidade, os criadores de gado da zona Norte deste município lançam o desafio ao Governo no sentido de disponibilizar uma linha de crédito que permita, efectivamente, à classe salvar os seus animais e manter a sua actividade.

“O ano passado foi difícil, este ano está a ser muito mais difícil. Nós, os criadores do Planalto Norte, pedimos ao Governo a criação de uma linha de crédito virada para a pecuária. Só assim conseguiremos salvar os nossos animais”, explicou o criador João Santos.

João Santos lembra que, no ano passado, foi atribuída uma linha de crédito no quadro do programa de mitigação dos efeitos da seca, mas que serviu apenas um grupo reduzido de criadores.

Neste período, devido às dificuldades na aquisição de ração, os criadores de gado estão a enfrentar “muitas dificuldades” para manter os animais, segundo Clemente Barbosa, que informou que há pastores em situação de desespero, que estão sendo obrigados a vender ao desbarato o seu efectivo.

Este criador avançou que, neste momento, uma cabra que, “em situação normal”, ou seja, em “tempo das águas”, custaria 3.500 escudos, está a ser vendida por menos de metade desse preço.

O criador João Lima alerta que a generalidade dos criadores precisa, “urgentemente”, do auxílio do Governo para poder “aguentar” os animais.

O Ministério da Agricultura e Ambiente já anunciou o novo plano de mitigação dos efeitos da seca, sendo Porto Novo um dos municípios prioritários no âmbito desse programa, o que deixa os criadores “algo aliviados”.

Segundo os criadores, o apoio na aquisição de ração é “bem-vindo”, mas o que mais desejam é a criação de uma linha de crédito em condições favoráveis, que lhes permita manter a sua actividade, neste segundo ano de seca.

JM/ZS

Inforpresss/Fim

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