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Porto Novo consumiu quase 307 mil metros cúbicos de água dessalinizada em 2021 – APN

Porto Novo, 13 Jan (Inforpress) – Os porto-novenses consumiram em 2021 quase 307 mil metros cúbicos de água dessalinizada, representando um aumento de 12 por cento (%) face a 2020 e o “recorde histórico” nos 14 anos de funcionamento da unidade de dessalinização.

Os dados foram hoje tornados públicos pela empresa produtora de água dessalinizada no concelho do Porto Novo, precisando que foram consumidos ao longo do ano transacto 306.963 metros cúbicos de água dessalinizada potável.

A unidade de dessalinização da água do mar no Porto Novo assinalou, em Dezembro, 14 anos de funcionamento, tendo já produzido ao longo deste período 3,22 hectómetros cúbicos de água para consumo, de acordo com dados disponibilizados pela empresa Águas do Porto Novo.

A dessalinizadora, inaugurada em 2007, tem uma capacidade de produção de 1.000 metros cúbicos por dia, volume que começa a ficar aquém das necessidades da população da cidade do Porto Novo, à volta de dez mil pessoas.

Esta unidade, que resultou de uma parceria público/privada, na qual participaram o Estado de Cabo Verde, a Câmara Municipal do Porto Novo e um grupo de investidores espanhóis, está a atingir o limite da capacidade produtiva, conforme já reconheceu a própria Câmara Municipal do Porto Novo, responsável pela distribuição de água aos consumidores.

Durante a recente sessão da Assembleia Municipal, em finais de Dezembro, o edil Aníbal Fonseca admitiu “alguma preocupação” neste sentido, mas assegurou que já estão a ser tomadas medidas para atender à demanda em termos de disponibilidade de água para consumo na cidade do Porto Novo.

“De facto, a APN está a atingir o limite da sua capacidade produtiva. É uma questão de que temos conhecimento e já estamos a agir”, tranquilizou o presidente da câmara, que admitiu que o problema poderá ser resolvido “por via de investimentos na rede de distribuição”.

É que, explicou, se verifica uma perda na ordem dos 50 por cento (%) na rede, que é já obsoleta.

No quadro do projecto de água e saneamento de Santo Antão perspectiva-se a instalação de uma nova rede de distribuição, investimento que vai resolver a questão de perdas, explicou este autarca.

Também, está “em fase bastante avançada” o processo de criação da empresa inter-municipal de água, Águas de Santo Antão, que, segundo aquele presidente de câmara, terá a capacidade de realizar investimentos com vista a aumentar a disponibilidade de água para consumo nesta ilha.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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