Porto Novo: Comunidade de Monte Trigo ganha unidade de saúde e centro multiuso

Porto Novo, 28 Abr (Inforpress) – Monte Trigo, zona encravada no interior do concelho do Porto Novo, Santo Antão, dispõe, a partir de agora, de uma unidade de saúde, infra-estrutura construída pela edilidade portonovense, que começou a funcionar este domingo.

O actor inaugural da unidade de saúde foi presidido pelo presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, no dia em que essa comunidade piscatória passou a contar, também, com um centro multiuso, um desejo há muito acalentado pelo jovens locais.

Monte Trigo, uma das principais zonas piscatórias no concelho do Porto Novo, Santo Antão, vai beneficiar, dentro de pouco tempo, de um outro projecto, que vai “impulsionar” o sector das pescas nessa zona, com mais de três dezenas de pescadores.

O projecto, já financiado pelo GEF (Global Environment Facility), consiste na instalação de uma central solar fotovoltaica de 15 kilowatt de potência, que vai permitir duplicar a capacidade da casa de gelo nessa comunidade, passando a produção de 500 para mil quilos/dia.

Entretanto, problemas de energia eléctrica e má qualidade de água para consumo nesse povoado continuam a tirar o sono às 75 famílias residentes.

Essas preocupações têm sido, constantemente, colocadas pelos moradores às autoridades municipais e ao Governo, que garantem estar a mobilizar parcerias com vista à resolução dessas inquietações.

A Câmara do Porto Novo diz estar a “articular” com o Governo “uma parceria” visando a recuperação da central fotovoltaica do Monte Trigo, que enfrenta “um momento crítico” com o aproximar do fim da vida útil das baterias.

A central fotovoltaica de Monte Trigo, que foi a primeira aldeia em Cabo Verde electrificada, em 2012, a 100 por cento (%) com energias limpas (solar), tem estado, nos últimos meses, a funcionar “a meio gás”, para a aflição da comunidade.

O edil do Porto Novo admite que Monte Trigo enfrenta, nesta altura, “o desafio da sustentabilidade do sistema energético”, mas, assegura, existem “boas perspectivas de uma boa articulação” com o Governo, na resolução do problema.

JM/JMV

SoInforpress/Fim

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