Porto Novo: Cidadãos recorrem à justiça para impedir extração desenfreada de pozolanas

Porto Novo, 25 Ago (Inforpress) – Um grupo de cidadãos do interior do Porto Novo, Santo Antão, através de um abaixo-assinado já entregue à Procuradoria da República, pediu o fim da extracção desgovernada de pozolanas e de outros inertes, neste município.

Nesta acção, os cidadãos, residentes sobretudo em Lajedos, pediram que se ponha cobro à extracção sem controlo de pozolanas em Lombo Branco, à entrada da Cabouco Silva, na Ribeira das Patas, para obras de construção civil em toda a ilha de Santo Antão.

Segundo a mesma fonte, “todos os dias são camiões e mais camiões” a transportarem pozolanas a partir de Lombo Branco, causando um problema de cariz ambiental que merece a atenção das autoridades.

O ministério, que responde pelo sector do ambiente, diz ter conhecimento dessa situação que embora esteja, segundo o delegado no Porto Novo, Joel Barros, sob alçada judicial, está, também, a ser analisada por este mesmo ministério.

A ideia, explicou, é disciplinar a extracção de inertes no concelho do Porto Novo, medida que está a ser adoptada conjuntamente com a câmara do Porto Novo, para evitar mais danos ao ambiente, neste concelho.

Saliente-se que Porto Novo ainda sofre as consequências da exploração desenfreada de inertes na Ribeira de Carpinteiro (Ribeira das Patas), utilizados nas obras de ampliação do porto do Porto Novo, em 2012, que, praticamente, fez desaparecer a actividade agrícola nessa localidade.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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