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Porto Novo/Chã de Norte: Desemprego generalizado e paralisação da agricultura obrigam jovens a deixarem essa localidade

Porto Novo, 11 Jan (Inforpress) – O desemprego generalizado em Chã de Norte, no interior do Porto Novo, Santo Antão, aliado à paralisação da actividade agrícola, está a obrigar os jovens a deixarem essa localidade em direcção às ilhas do Sal e Boa Vista.

O alerta é do líder desta comunidade, Evanildo Dias, que informou que, “ultimamente, muitos jovens, por falta de oportunidade”, optaram por sair de Chã de Norte, por causa do desemprego, mas, também, devido ao facto de a agricultura estar paralisada, há quase um ano, nesse vale.

O sistema de bombagem do furo em Chã de Norte tem estado a sofrer, constantemente, avarias, situação que tem criado sérias dificuldades aos agricultores, na maioria jovens, que, segundo o presidente da associação local, têm estado a sair dessa zona em direcção às ilhas do Sal e Boa Vista.

A problemática do êxodo rural no Porto Novo foi tema de discussão, em finais de Dezembro, durante a sessão da Assembleia Municipal, que se debruçou sobre o caso de Chã de Norte, que terá perdido “dezenas” de moradores, nos últimos meses.

Além do desemprego, que tem aumentado no Porto Novo, nos últimos dois anos, o isolamento tem sido, também, apontado pelos portonovenses como causa da saída dos jovens do município em direcção a outras ilhas.

O desemprego, que ultrapassa os 10 por cento (%), aumentou, em 3,5% em 2018, segundo dados do Instituto Nacional das Estatísticas (INE), segundo os quais o desemprego jovem passou de 15% para 27%, nesse período.

O aumento do desemprego, segundo os responsáveis municipais, deve-se à situação da seca rigorosa que está a afligir o município do Porto Novo, que, mesmo assim, tem estado a perder “apenas” duas centenas de pessoas, em média, por ano.

Toda a ilha de Santo Antão está a enfrentar aquilo que se considera  “uma sangria” em termos populacionais, uma inquietação já, por diversas vezes, manifestada pelos municípios  santantonenses.

Esta ilha perdeu, nos últimos anos, quase três mil pessoas (a população passou de 42.552 para 39.992 habitantes) e, segundo as projecções oficiais, Santo Antão poderá ter, em 2030, menos habitantes que tinha em 1940, a manter a actual tendência de perda da população.

Para os autarcas em Santo Antão, a perda da população, está a constituir “uma séria ameaça” ao futuro da ilha, que apresenta “indicadores que não estão em sintonia com os indicadores nacionais”.

A construção do aeroporto e a segunda fase do porto do Porto Novo são projectos considerados “cruciais” pelos municípios para “estancar a perda da população”, a que Santo Antão tem sido alvo, nesses anos.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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