Porto Novo: Arranque do entreposto agrícola depende apenas da formação pós-colheita – responsável

Porto Novo, 30 Out (Inforpress) – A operacionalização do entreposto agrícola em Ribeira da Cruz, no Porto Novo, Santo Antão, está a depender apenas da formação pós-colheita do grupo de mulheres, que vai trabalhar nessa unidade de tratamento e embalagem de produtos.

O presidente da Associação dos Agricultores em Ribeira da Cruz, Vanderley Rocha, explicou que o entreposto agrícola, pronto desde Julho, só a partir dos “princípios” de 2019 começará a processar os produtos para o mercado, com a formação do pessoal que vai assegurar o trabalho pós-colheita.

“Há produtos, há mercado, temos uma viatura apropriada para o transporte. Falta apenas a formação das mulheres que vão fazer o trabalho pós-colheita. As condições estão a ser criadas para que, nos princípios do próximo ano, comecemos a colocar produtos no mercado.

O entreposto agrícola, que vai tratar produtos como batata inglesa, cenoura, cebola, tomate vai beneficiar mais de 300 produtores em Ribeira da Cruz, Martiene, Chã de Norte, Jorge Luís e Chã de Branquinho.

Foi instalado no quadro de um projecto que tem ainda como principais parceiros o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), o GEF (Global Environment Facility) e a câmara do Porto Novo.

A formação do pessoal estará a cargo do CERAI (Centro de Estudos Rurais e Agrícolas Internacional), uma organização não-governamental espanhola, que tem estado, também, envolvido num projecto sobre a agro-ecologia e comercialização participativa em Santo Antão.

Segundo Vanderley Rocha, o formador que se encontra, nesta altura, na ilha do Fogo é esperado, dentro de pouco tempo, no Porto Novo para ministrar a formação pós-colheita, permitindo, assim, a operacionalização dessa unidade já partir de Janeiro.

Depois do tratamento e embalagem dos produtos, a transformação vai ser a próxima aposta dos agricultores desses vales.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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