Porto Novo: APN mantém certificado internacional de qualidade HACCP que detém há seis anos

Porto Novo, 17 Nov (Inforpress) – A empresa Águas do Porto Novo (APN), Santo Antão, continua a manter a certificação de qualidade HACCP (Análise dos Riscos e controlo dos pontos Críticos) na produção de água potável, que detém desde o ano de 2014.

Através do seu site, Águas da Ponta Preta (APP), proprietária de APN, informou que a empresa de produção de água dessalinizada no município do Porto Novo, após uma auditoria da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), continua a manter os certificados internacionais de qualidade HACCP e o modelo adoptado na gestão de qualidade da água.

Porto Novo foi o primeiro município de Cabo Verde a receber, em 2014, a primeira certificação internacional pela qualidade de água produzida, tendo sido, pouco tempo depois, novamente galardoada com um segundo certificado internacional (ISO9001:2015), desta feita pelo modelo adoptado na gestão de qualidade da água.

A certificação de qualidade HACCP é assegurada por várias agências intergovernamentais, das quais Cabo Verde é membro, como CODEX Alimentarius, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Comissão Internacional de Especificações Microbiológicas dos Alimentos (ICMSF), a Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A APN, que dispõe ainda do tele-controlo do processo de produção de água, garante, há 12 anos, água potável aos porto-novenses “com total garantia sanitária para um consumo sem riscos e restrições”, segundo a administração desta empresa, que resultou de uma parceria público-privada, envolvendo a APP, com 80 por cento das acções, o Governo de Cabo Verde e o município do Porto Novo, com 10% das acções cada.

A APN dispõe de uma unidade de dessalinização da água do mar, através do processo “osmose inversa”, que foi operacionalizada em 2008, tendo conseguido, nesses 12 anos de funcionamento, produzir mais de 2,7 hectómetros cúbicos de água potável aos consumidores.

Entretanto, o facto de água produzida pela APN ser considerada “uma das mais caras” do arquipélago tem sido uma preocupação constante dos consumidores e das autoridades municipais.

A administração de APN informou que foram já realizados investimentos, na ordem dos 16 mil contos, que vão possibilitar, dentro de pouco tempo, à empresa proceder à redução dos custos de produção e, consequentemente, das tarifas de água, à volta de 05 por cento (%).

Trata-se de uma central fotovoltaica de 55 kWp e montagem de um posto de transformação de 250 KVA para a aquisição de electricidade da rede pública na tarifa de média tensão.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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