Porto Novo: Agricultores pedem “brevidade” na regulamentação da legislação sobre energias renováveis

 

Porto Novo, 28 Abr (Inforpress) – As associações de agricultores no Porto Novo, Santo Antão, que gerem os sistemas fotovoltaicos para produção de água para rega, dizem-se “muito prejudicados” e voltam a pedir “brevidade” na regulamentação da legislação sobre as energias renováveis.

Segundo as associações dos agricultores, “uma parte significativa” da energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos, está a ser introduzida na rede pública, gerida pela Empresa de Electricidade e Água (Electra), “sem qualquer compensação”.

Os agricultores admitem que 75 por cento (%) da energia produzida pelos vários sistemas fotovoltaicos existentes no Porto Novo estará a ser injectada na rede pública, “sem quaisquer benefícios” para os lavradores.

Os camponeses das zonas onde foram já instalados sistemas fotovoltaicos (Casa de Meio, Ribeira da Cruz, Martiene, Ribeira dos Bodes, João Bento e Chã de Norte) voltam a queixar-se do facto de que “grande quantidade de energia” produzida por esses sistemas, está a ser introduzida na rede pública “sem qualquer compensação”.

Augusto Fortes, representante da Associação dos Agricultores de Chã de Mato/Ponte Sul, defende a necessidade de o Governo cumprir aquilo que prometeu nessa matéria, procedendo à regulamentação da lei para que os agricultores possam ser ressarcidos, de alguma forma, pela introdução da energia na rede pública.

O ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, numa das visitas efectuadas a Santo Antão, havia assegurado que o Governo pretende regulamentar a legislação sobre a exploração das energias renováveis em Cabo Verde, para permitir “um verdadeiro desenvolvimento” desse sector, no país.

José Gonçalves explicou que, uma vez regulamentada a lei sobre energias renováveis, aprovada na década de 90, a Electra terá de “compensar” os produtores pela energia que é injectada na rede pública.

Devido à falta dessa regulamentação, a Electra não tem assumido essa compensação, admitiu, na ocasião, o governante.

“Acontece é que se produz energia de sobra que é injectada na rede pública, mas que não é compensada. Falta essa tal regulamentação para que essa compensação se faça por parte da Electra”, explicou José Gonçalves, para quem a “a base de legislação” sobre esta matéria “está no bom caminho”.

JM/CP

Inforpress/Fim

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