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Porto Novo: Agricultores em Ribeira das Patas desejam que “projecto da bacia hidrográfica saia do papel”

Porto Novo, 07 Mai  (Inforpress) – Os agricultores em Ribeira das Patas, no Porto Novo, um dos maiores vales agrícolas em Santo Antão, desejam que, ainda no decorrer deste ano, o projecto de reordenamento dessa bacia hidrográfica “saia do papel e se torne realidade”.

Os agricultores, abordados pela Inforpress, exortam o Governo a avançar, “de uma vez por todas”, com o reordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas, para “travar o declínio” em que se encontra a agricultura nesse vale, devido à falta de investimentos, sobretudo na mobilização de água.

João Lima, em Lagoa da Ribeira das Patas, é um dos agricultores que têm vindo a defender investimentos nessa bacia hidrográfica, nomeadamente a nível de correcção torrencial e recuperação das captações de água em Ribeira de Carpinteiro (Lagoa), com vista a relançar actividade agrícola local, que tem vindo a decair há quase uma década.

Trata-se de uma preocupação partilhada pela Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP) que, também, ressalta a importância do projecto de reordenamento dessa bacia hidrográfica para o futuro da agricultura nesse vale agrícola, onde tem havido “um défice de investimentos” nesse domínio.

Os estudos dessa bacia hidrográfica prevêem, durante os próximos 15 anos, investimentos na ordem de dois milhões de contos em projectos de desenvolvimento agrícola em Ribeira das Patas, com um potencial, em termos de recursos hídricos, à volta de cinco milhões de metros cúbicos de água (apenas 27% desse potencial é explorado, actualmente).

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) decidiu avançar, ainda no decurso de 2019, com o reordenamento das sub-bacias de Lagoa da Ribeira das Patas e Miguel Pires, em Jorge Luís/Ribeira da Cruz, no quadro dos projectos das bacias hidrográficas em Santo Antão.

Uma informação avançada à Inforpress pelo delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Joel Barros, que explicou que, dentro das bacias hidrográficas da Ribeira das Patas e Jorge Luís/Ribeira da Cruz, este ministério decidiu avançar com obras nas sub-bacias de Lagoa e Miguel Pires, dando prioridade à mobilização de água e correcção torrencial.

Trata-se, conforme este responsável, de intervenções que vão ao encontro das expectativas dos agricultores dessas localidades, quanto à necessidade de o Governo investir na mobilização de água para o relançamento da actividade agrícola local.

O Governo tem na forja, já a partir deste ano, o arranque dos projectos de reordenamento de três bacias hidrográficas em Santo Antão (Ribeira das Patas, Jorge Luís/Ribeira da Cruz e Garça), que vão exigir investimentos de quatro milhões de contos, até 2035.

Os projectos vão ser implementados por fases, prevendo-se, nesta primeira fase (2019), as intervenções na ordem dos 240 mil contos.

JM/ZS

Inforpress/fim

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