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Porto Novo: Agricultores diversificam produção apesar das pragas e escassez de água

Porto Novo, 18 Jul (Inforpress) – Os agricultores nos diversos vales agrícolas do município do Porto Novo, em Santo Antão, têm apostado na diversificação da produção apesar da existência de pragas e da escassez de água para a irrigação.

Ribeira da Cruz, considerada “uma referência” em Cabo Verde em termos de aposta na micro-irrigação, com 90 por centro de cobertura, é um dos casos mais salientes, onde, não obstante a existência de pragas, como destaque para os mil pés, que atacam tubérculos, cultiva-se “praticamente tudo”.

Quem o diz é o porta-voz dos agricultores, Edivaldo Neves, que salienta o facto de Ribeira da Cruz ser “um dos maiores produtores de cenoura” a nível de toda a ilha de Santo Antão, destacando-se também na produção de batata doce, abóbora, mandioca, entre outros produtos.

A aposta na diversificação da lavra deve-se, segundo a mesma fonte, à mobilização, por parte do Governo, de água subterrânea (existem dois furos) para agricultura nesse vale, considerado um dos mais produtivos do concelho do Porto Novo.

Em Alto Mira, os agricultores, mesmo diante das pragas e dificuldades em termos de disponibilidade de água para rega, têm vindo a apostar em diversas culturas, assumindo-se este vale como “excelente produtor de batata doce”, mas também de cenoura, couve e repolho.

O representante dos agricultores, Ederlino Fortes, reconhece, entretanto, as dificuldades dos lavradores em cultivar o milho, cuja produção tem sido nula, devido à lagarta do cartucho-do-milho.

Ribeira Fria, mesmo perante a presença da traça do tomateiro, uma praga que ataca a cultura do tomate, assume-se como “excelente produtor” do tomate, mas também do pimentão, estando os agricultores a apostarem na cultura do morango, segundo o líder desta classe, Adilson Gomes.

Na Ribeira das Patas, além de pragas, os agricultores estão também preocupados com escassez de água, problema que, alertam, tem levado ao “declínio” da actividade agrícola nesse vale, um dos mais extensos de Santo Antão, conhecido, porém, pela produção de citrinos.

O representante da associação para o desenvolvimento integrado dessa localidade, Arlindo Delgado, Ribeira das Patas precisa de investimentos na mobilização de água para relançar a agricultura nessa zona, que tem vindo a cair nesses anos.    

Em Casa de Meio, os lavradores enfrentam igualmente o problema de pragas (mil pés, traça do tomateiro, lagarta do cartucho-de-milho), mas, mesmo assim, a classe produz cenoura, batata comum e tomate, segundo o porta-voz, Miguel Santos.  

Para atenuar as dificuldades em relação à água, o Ministério da Agricultura e Ambiente tem apostado na prospecção e tem em curso um programa de massificação da rega gota-a-gota, que já cobre perto de uma centena e meia de agricultores.

Porto Novo dispõe de 19 furos existentes que permitem mobilizar, diariamente, 2.435 metros cúbicos de água destinados à irrigação de mais de 80 hectares de terrenos.

Existem, todavia, neste concelho, vales onde não se coloca ainda o problema da praga dos mil pés, como é o caso de Martiene e Tarrafal de Monte Trigo, que se afiguram como grandes produtores da batata comum e do inhame, respectivamente.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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