Porto Novo: Agricultores descontentes com cobrança da taxa da RTC nos sistemas de abastecimento de água  

 

Porto Novo, 14 Jul (Inforpress) – Os agricultores no interior do Porto Novo, em Santo Antão, manifestam-se “descontentes” com o facto de serem obrigados a pagar a taxa da Rádio Televisão Cabo-verdiana (RTC) nos furos que funcionam com base em energia eléctrica convencional.

Agricultores de Manuel Lopes, Ribeira Fria e Ribeira dos Bodes têm abordado a Inforpress para manifestar o seu desagrado relativamente à essa situação e pedem a “quem de direito” para pôr cobro a medida, que está a prejudicar a classe e coloca em risco a actividade agrícola nesses vales.

Os furos dessas localidades são obrigados a pagar a iluminação pública, uma outra situação que os lavradores consideram “mais uma aberração”.

“Os furos não precisam da RTC. Por isso, não têm que pagar a taxa, nem precisa, também, de iluminação pública”, considera o agricultor Henrique da Luz, em Ribeira dos Bodes.

Os agricultores consideram que o facto de serem obrigados a pagar essas taxas encarece o custo de funcionamento desses sistemas de produção de água para a agricultura, criando-os “sérias dificuldades” para manter a sua actividade.

A chamada “taxa da RTC” é cobrada pela Empresa de Electricidade e Água (Electra) através das facturas de consumo de energia eléctrica, enviadas, mensalmente, aos clientes, incluindo os sistemas de produção de água, ligados à rede eléctrica pública.

A taxa, segundo os serviços da Electra em Santo Antão, é cobrada com base numa lei datada da 1985, incidindo nos clientes que gastam acima dos 40 kWh (kilowatts) mensais.

O problema é que a lei não faz a distinção dos clientes e abrange, também, os furos, que são obrigadas a pagar a taxa da RTC.

Para os lavradores está-se perante “um absurdo” que urge pôr cobro.

Já, por várias vezes, os agricultores pediram o fim da cobrança das taxas RTC e da iluminação pública, tendo aproveitado a recente visita do primeiro-ministro a Santo Antão, em Junho, para voltar a mostrar o seu “desagrado” com relação à essa situação.

A cobrança da taxa da RTC nas “zonas sombra” constitui outro facto que está a gerar uma situação de mal-estar em Santo Antão.

Há zonas onde os sinais da RTC não chegam há anos e, mesmo assim, os moradores são obrigados a pagar a taxa, conforme constatou a Inforpress no local.

JM/CP

Inforpress/Fim

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