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Porto Novo: Agricultores contra embargo imposto aos produtos agrícolas há 37 anos

Porto Novo, 10 Jul (Inforpress) – Os agricultores no concelho do Porto Novo, em Santo Antão, estão “contra” o embargo imposto, desde  1984, aos produtos agrícolas de Santo Antão por causa da praga dos mil pés, considerando “injusta” essa medida de quarenta.

O porta-voz dos agricultores, Edivaldo Neves, considera que se trata de uma medida “injusta” que afectou, ao longo desses quase 40 anos, a agricultura neste município, exortando o Governo a criar as condições com vista a levantar esse embargo.

“É uma questão que deve ser revista. Não podemos enviar os nossos produtos para outras ilhas agrícolas por causa da praga dos mil pés, mas temos estado a receber produtos dessas ilhas que trazem pragas para Santo Antão. Isso é injusto para os agricultores”, avançou este produtor agrícola.

Edivaldo Neves, a título de exemplo, disse que a cultura da batata doce tem vindo a ser atacada por “um praga” trazida de outras ilhas agrícolas, com “sérios prejuízos” para os agricultores porto-novenses.

Agricultores em toda a ilha de Santo Antão têm vindo a defender o fim do embargo, ou pelo menos, o seu levantamento parcial, para permitir o escoamento dos produtos provenientes das zonas ainda sem os mil pés.

É o caso do Tarrafal de Monte Trigo, cujos agricultores desejam exportar o inhame para a ilha de Santiago, mas devido ao embargo não conseguem colocar este produto nesse “mercado competitivo”.

O Governo já prometeu, entretanto, retomar as investigações sobre a praga dos mil pés no quadro da cooperação entre Cabo Verde e China.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, disse que existe já assinado um acordo com a cooperação chinesa, no âmbito do qual vão ser retomadas as investigações sobre mil pés, com vista à sua eliminação ou, pelo menos, à redução dos efeitos nefastos desta praga daninha, que terá chegado a Santo Antão nos princípios dos anos 70.

JM/CP

Inforpress/Fim  

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