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Porto Novo: Actividade pesqueira marcada por “boa captura” que dá novo alento aos operadores do sector

 

Porto Novo, 09 Nov (Inforpress) – A actividade pesqueira em todas as comunidades piscatórias do Porto Novo, Santo Antão, tem sido marcada, ultimamente, por “excelente captura”, trazendo um novo alento aos operadores, que se vinham queixando da escassez do pescado, neste concelho.

Abordados pela Inforpress, os pescadores manifestaram a sua satisfação pelo facto de estarem, nos últimos tempos, a conseguir “excelente pesca”, sobretudo de juvenis (cavaletes e chicharro), mas também de gaiato e atum.

No Tarrafal, uma das mais importantes comunidades piscatórias de Santo Antão, onde se localiza um dos principais bancos de pesca de Cabo Verde, o banco do Noroente, a associação dos pescadores confirmou que, nos últimos tempos, a captura dessas espécies tem sido satisfatória.

“Este ano, Deus olhou para nós no Tarrafal, depois de vários anos de dificuldades”, regozijaram-se alguns pescadores, que se queixam, porém, de falta de embarcações adequadas para se poder tirar melhor proveito do potencial pesqueiro existente nessa comunidade.

Em Monte Trigo, o pescador Silvestre Dias dá conta, também, da “alegria” da classe, devido à “excelente captura” que se tem registado, nos últimos tempos, de gaiato e atum, o que veio “desafogar um pouco” os homens do mar, nesta localidade.

Na cidade do Porto Novo, tem-se notado, igualmente, que os pescadores estão a obter boa captura, a avaliar pela presença do pescado, sobretudo de cavaletes e olho largo, nos mercados locais.

Porém, para a Associação dos Pescadores do Porto Novo, a boa captura que se regista, nesta altura, nas diferentes comunidades, é motivo de satisfação, mas os pescadores devem ter a consciência de que essas espécies são migratórios, ou seja, de repente podem sair para outras regiões.

“Sim, tem havido boa captura , mas penso que isso não deve ser motivo para festejos, porque esses peixes são migratórios”, sublinhou o líder desta associação, Atlermiro Correia, para quem, daqui a dois meses, os operadores de pesca, sobretudo os artesanais, poderão estar, novamente, em dificuldades.

A Associação dos Pescadores do Porto Novo tem estado a defender a “reconversão” do sector das pescas neste concelho, para responder à “situação de penúria” por que passam os pescadores, devido à escassez de pescado nas zonas costeiras.

Mesmo em maré de fartura, Atlermiro Correia defende a necessidade de se avançar com projectos de reconversão das pescas no concelho, para se manter os pescadores ligados ao mar.

O Governo tem, neste momento, em andamento um estudo que vai definir as intervenções, visando o desenvolvimento integrado das pescas no Porto Novo, com particular incidência nas comunidades do Tarrafal e Monte Trigo, onde a falta de embarcações constitui a maior preocupação dos pescadores.

Os operadores de ambas comunidades querem o poio do Governo, através de criação de linhas de financiamento, na aquisição de embarcações capazes que lhes permitem tirar o melhor proveito do banco de pesca do Noroeste.

O edil do Porto Novo explicou à Inforpess que o estudo, que fica pronto até Dezembro, trará indicações relativamente a acções a implementar no quadro desse projecto integrado das pescas, que poderá ser implementado já em 2018.

Trata-se de um projecto que privilegiará as vertentes captura, conservação, transformação e comercialização, adiantou ainda Aníbal Fonseca.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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