Porto Novo: 116 mil contos investidos em dois anos no combate à seca que deixa centenas de famílias vulneráveis

Porto Novo, 13 Jun (Inforpress) – Porto Novo, em Santo Antão, recebeu, nos últimos dois anos, 116 mil contos para “mitigar” os efeitos da seca, uma das piores dos últimos dez anos, que coloca em situação de vulnerabilidade “centenas” de famílias neste município.

De acordo com as avaliações já feitas pelas “entidades competentes”, designadamente pelas Nações Unidas, Porto Novo, o concelho mais árido da ilha de Santo Antão, afigura-se como “um caso muito especial”, no contexto da seca em Cabo Verde, fenómeno que coloca em “situação de extrema vulnerabilidade” quase 400 famílias, que vivem, sobretudo, nas zonas altas deste município.

No quadro dos planos de mitigação dos efeitos da seca, Porto Novo foi contemplado, este ano de 2019, com uma verba de 36 mil contos para a realização de projectos que atenuem os efeitos do mau ano agrícola neste concelho, onde não tem chovido desde 2017.

Desde o mês de Abril, esse montante tem sido investido, sobretudo, em projectos que geram empregos para as famílias em situação de maior vulnerabilidade nos planaltos Norte e Leste, além de outros povoados, onde a situação social preocupa, igualmente, as autoridades municipais.

Até Setembro, data prevista para o término do plano, a câmara do Porto Novo promete criar, mensalmente, cerca de 400 postos de trabalho para socorrer as famílias em maiores dificuldades.

Em 2018, a verba disponibilizada ao concelho do Porto Novo foi de quase 80 mil contos, destinada à criação de empregos (cerca 1.500), mobilização de água e salvamento do gado.

O plano, que foi considerado “um sucesso” pelos responsáveis locais, permitiu salvar praticamente todo o efectivo pecuário existente no município, estimado em 23 mil cabeças de gado (terão morrido cerca de 150 animais, segundo dados oficiais).

Falta, entretanto, por cumprir o “compromisso” do Governo quanto à aquisição de um camião auto-tanque para o reforço de abastecimento de água aos criadores, que têm estado, nesta altura do ano, a enfrentar dificuldades de água para os seus animais.

Em resposta à “situação social difícil” por que passa, Porto Novo, a  Cruz Vermelha de Cabo Verde prometeu apoiar a edilidade na implementação de um programa de segurança alimentar, destinado a socorrer as famílias mais afectadas pela seca, nesta parcela do território nacional.

Conforme o presidente da câmara, Aníbal Fonseca, a Cruz Vermelha de Cabo Verde, no quadro das parcerias com o município, procede, neste momento, a “diligencias” junto dos seus parceiros com vista a apoiar Porto Novo com esse programa, que visa atender à população mais desfavorecida.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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