Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

População de Santiago vai ser alvo de inquérito sobre concentração de contaminantes químicos nos alimentos

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – A população da ilha de Santiago vai ser alvo de um inquérito nutricional que tem como propósito conhecer o actual nível de exposição aos contaminantes químicos nos alimentos a iniciar quarta-feira, 07, e até 07 de setembro.

A informação é da administradora executiva da Entidade Reguladora da Saúde (ERIS) em declarações à imprensa para comunicar sobre a pesquisa que se enquadra no projeto PERVEMAC II (Resíduos de Pesticidas em Vegetais na Macaronésia), a ser realizada em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

“É um projecto que visa a promoção da agricultura sustentável e da segurança sanitária de alimentos nos arquipélagos da região da Macaronésia, a fim de garantir a segurança e a saúde dos agricultores e consumidores, além de minimizar o impacto da poluição ambiental que teve início em 2014 a 2015, em sua primeira fase”, disse.

Conforme Patrícia Miranda Alfama, após a realização de um primeiro inquérito em Cabo Verde, foi identificado a necessidade de se dar seguimento ao inquérito, numa segunda fase que vai de 2017 a 2020, com a concretização de mais análises para a verificação dos contaminantes químicos em produtos de produção nacional ou importado.

O inquérito, acrescentou, compreende uma pesquisa alimentar que contempla a avaliação do estado nutritivo da população da ilha de Santiago, onde se incluirá questões sobre os hábitos alimentares e as características das principais refeições, além de avaliar o consumo de alimentos e a ingestão de energia e nutrientes.

Ainda no inquérito que abrange os nove concelhos da ilha, afirmou, será feita recolha de sangue para se conhecer o actual nível de exposição da população aos contaminantes, mais concretamente, os pesticidas.

O inquérito, que abrange 250 agregados familiares e pretende colher sangue a 750 indivíduos, segundo a administradora executiva da ERIS, vai ser realizado por seis equipas constituídas por dois inquiridores, um do INE e o outro do sector da saúde, e vai ser realizado numa segunda fase a nível nacional.

Na sua declaração à imprensa, Patrícia Miranda Alfama lembrou que o inquérito realizado na primeira fase do projecto demostrou que os produtos agrícolas produzidos e consumidos em Cabo Verde não constituem ameaça quando se fala de concentração de resíduos de pesticidas nos alimentos, estando o país com níveis de pesticida que não ultrapassam o limite exigido pelas organizações internacionais.

Quanto aos resíduos químicos, o administrador executivo do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), Júlio Rodrigues, que reconhece que o país, hoje, está a sofrer mais com doenças crónicas, considerou “importante” que se saiba sobre a base que está na causa do aumento desses males.

“O mundo está cada vez mais industrializado e está provado que os resíduos plásticos estão persentes em vários alimentos, pelo que devemos saber que contaminantes são. O estudo vai contribuir para sabermos os riscos a que a população está exposta e desenhar melhores cenários para o futuro”, acrescentou.

Ajuntou ainda que numa época em que se fala muito na abordagem de uma só saúde (saúde humana, animal e ambiental) é preciso saber sobre a exposição aos riscos a que a população cabo-verdiana se encontra sem saber para que possam melhor agir.

Segundo o PCA do INE, Osvaldo Borges, o instituto que vai coordenar todo o procedimento do inquérito, tem tudo a posto para que a operação aconteça a partir de quarta-feira, 07, tanto na sensibilização e supervisão dos agentes.

“Estamos habituados a fazer isso, e esta operação por ser muito específica porque há de se fazer recolha de sangue, abarca agentes que são da área de saúde”, disse.

A nível internacional, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária (ULPGC) é parceira da actividade do Projecto PERVEMAC II que se enquadra na primeira convocatória do Programa de Cooperação Territorial MAC-Espanha 2014-2020 INTERREG VA, que é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

PC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos