População da Praia e São Vicente não tem aderido ao Inquérito sobre Doenças Não Transmissíveis

Cidade da Praia, 18 Mar (Inforpress) – A coordenadora técnica do II Inquérito de Doenças Não Transmissíveis (IDNT) afirmou hoje que os objectivos delineados estão quase a ser alcançados, mas lamentou a fraca adesão e resistência por parte da população da Praia e São Vicente.

A coordenadora técnica adjunta do II Inquérito sobre Doenças Não Transmissíveis, (IDNT II), Emília Monteiro, que falava aos jornalistas, hoje, à margem da visita no terreno efectuada por uma equipa do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, disse que os inquiridores estão a ter alguma dificuldade também na ilha do Sal.

Adiantou que até este momento, os resultados são “bons” sendo que os objectivos preconizados estão quase a ser alcançados.

“(…) Temos algumas ilhas e concelhos onde é mais difícil as pessoas aderirem ao inquérito nomeadamente Praia, São Vicente e alguma dificuldade no Sal mas conseguimos ultrapassar. Na Boa Vista, Brava, Mosteiros e Santa Catarina do Fogo conseguimos terminar antes do dia 22, último dia do inquérito”, referiu a coordenadora.

Avançou que devido à resistência das pessoas, o término será alargado para o dia 31 deste mês.

“Tivemos alguma resistência por parte da população mesmo com toda a divulgação feita não colaboraram, não conseguiremos tirar os dados de prevalência, mas estamos a trabalhar nisso para ver se conseguiremos ter números representativos também na Praia e São Vicente”, acrescentou.

Segundo a mesma fonte, a ideia é obter resultados e números representativos das ilhas e dos concelhos tanto para o questionário como para as amostras realizadas a nível da glicemia para determinar prevalência de hipertensão e diabetes.

Por seu turno, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Hernando Agudelo, mostrou a sua preocupação em relação ao aumento das doenças não transmissíveis, que, no seu entender, está relacionado com o aumento da idade da população, daí a necessidade de melhorar os hábitos de alimentação, mas também de assistência à saúde.

Com suporte técnico e financeiro da Organização Mundial de Saúde (OMS) em cerca de 15 mil contos, o inquérito teve início a 17 de Fevereiro com o apoio do Instituto Nacional de Estatística (INE), abarcando a faixa etária de 18 a 69 anos, tendo uma amostra aleatória de 7.108 entrevistados.

Os resultados do I IDNT, realizado em 2007, demonstram que 12 por cento (%) da população padece de diabetes e que a cifra dos hipertensos é de 35%.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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