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População: Associação avalia negativamente impacto da covid-19 nas mulheres e meninas com deficiência

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência (Apimud) avaliou hoje, negativamente, o impacto da covid-19 nas mulheres e meninas com deficiência na saúde sexual e reprodutiva e no direito à segurança alimentar.

A avaliação feita pela presidente da Apimud, Eurídice Andrade, em declarações à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da População que se assinala este domingo sob o lema “direitos e escolhas são a resposta”, expôs a desigualdade de acesso ao sector de saúde e direito à alimentação.

Segundo Eurídice Andrade, apesar de a questão da saúde ter-se revelado como aquela em que houve maiores problemas com a questão de acesso, a maior dificuldade com a covid-19, para as mulheres e meninas com deficiência, foi com a segurança alimentar, visto que muitas que vivem de pequenos negócios não poderem exercer devido aos impedimentos resultantes do decreto de estado de calamidade e de contingência.  

“No caso da alimentação temos estado a correr atrás dos parceiros para que possamos oferecer algumas cestas básicas, pois, o dinheiro da promoção social que lhes são destinados não chega para pagar medicamentos e muito menos o aluguer da casa onde vivem”, disse.

Apesar disso, regozija-se com o facto de, ao serem atribuídas nível quatro no cadastro social único, não terem de pagar a taxa moderadora nos hospitais.

Para Eurídice Andrade só isso não é suficiente para ajudar as mulheres e meninas que necessitam de medicamentos, exames e outros serviços a nível de saúde sexual e reprodutiva, mas que não o podem conseguir e nem fazer por não terem possibilidades financeiras.

A pandemia, conforme disse, comprometeu muito a vida das mulheres e meninas com deficiência e expôs desigualdades a vários níveis, particularmente, no domínio económico e educacional.

“A associação gostaria de ter um fundo para poder ajudar as mulheres e meninas com deficiência, mas não temos essa possibilidade, pois, vivemos do duodécimo que nos é dado pelo Governo”, disse, apelando ao Executivo a um maior apoio com acção, e não com palavras, por forma a que as mulheres e meninas com deficiência “não fiquem para trás”.

No âmbito do Dia Mundial da População, a directora da FNUAP, Natália Kanem realçou que a pandemia pode ter consequências duradoras na população e disse que “o que deveria causar alarme é quando as mulheres não podem exercer seus direitos e escolhas sexuais e reprodutivos, seja porque os serviços de saúde foram interrompidos ou porque a discriminação de género as impede de tomar decisões sobre o acesso aos cuidados de saúde, o uso de anticoncepcionais ou o envolvimento sexual com o parceiro”.

Na sua mensagem alusiva à data, Natália Kanem, sublinha ainda que quando a mulher, que tiver controle sobre seu corpo, ganha não só em termos de autonomia, mas também com avanços em saúde, educação, renda e segurança.

“No Dia Mundial da População, vamos agir para eliminar essas lacunas, porque os serviços de saúde sexual e reprodutiva são essenciais. Mesmo que os sistemas de saúde estejam compreensivelmente tensos, esses serviços não podem esperar. Quaisquer outros atrasos prejudicarão a saúde e o bem-estar de mulheres e meninas, consequências que podem durar por toda a vida”, ressalta.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) projecta que se as medidas de bloqueio continuarem por alguns meses com grandes interrupções nos serviços de saúde, 47 milhões de mulheres em países de baixa e média renda podem não ter acesso a anticoncepcionais modernos, resultando em 7 milhões de gestações indesejadas.

PC/HF

Inforpress/Fim

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