Poluição marinha, acidificação do oceanos e pesca destrutiva são as principais ameaças dos oceanos

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – A poluição marinha proveniente dos plásticos, acidificação dos oceanos, desaparecimento dos corais e pesca destrutiva e ilegal são as maiores ameaças para os oceanos, revelou hoje a presidente em exercício do Instituto do Mar (IMAR), Osvaldina Duarte Silva.

A informação foi avançada por Osvaldina Duarte Silva, durante a sua intervenção do painel “Os Oceanos – Nosso sustento”, no âmbito do 41º Fórum Anual de Parlamentares para Acção Global (PGA), que decorre na Praia, tendo realçado que grande parte desses problemas advém da acção humana.

Segundo esta responsável, são aspectos preocupantes e que requer medidas, tendo em conta que 80% dos cabo-verdianos estão concentrados nas zonas costeiras, o sector da pesca emprega 5% da população, participa nas exportações em mais de 80% dos bens, em cerca de 25% quilograma per capita na segurança alimentar e tem um papel fundamental no desenvolvimento do país.

“A poluição marinha é um dos grandes problemas que temos tido a nível das mudanças climáticas e advém da acção do homem, principalmente dos plásticos, pesticidas, tintas, pesca destrutiva ilegal, ou seja, não regulamentada, sobrepesa”, revelou a presidente que disse que essas acções têm contribuído para o aumento das temperaturas, inundação de zonas costeiras, alteração da qualidade das águas costeiras e oceânicas e acidificação dos oceanos.

Adiantou que através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) estão a trabalhar em acções e iniciativas de sensibilizações junto das populações, visando alerta-las sobre os problemas dos oceanos.

Outro aspecto importante também, sublinhou, é a investigação oceânica, que segundo Osvaldina Duarte Silva, é “caríssima”, daí a necessidade do reforço institucional a nível internacional em termos de partilha de dados, informação, equipamentos e de capacidade e ter um orçamento adequado às necessidades do país.

Osvaldina Duarte Silva realçou que essa investigação tem que estar baseada na exploração sustentável dos oceanos.

“O importante é trabalhar com essas pessoas, sobretudo aquelas que vivem nas zonas costeiras, introduzi-las no processo de elaboração das medidas de gestão, com programas de sensibilização para actividades alternativas, como o ecoturismo e a valorização das capturas em termos de transformação de pescado”, precisou.

Segundo explicou, os oceanos são os principais reguladores do clima, absorvem cerca de 90% do calor, fornecem 50% do oxigénio, recolhem 30% do dióxido do carbono, ocupam cerca de 71% do planeta, contem 99% da biodiversidade marinha e oferecem 80 milhões de toneladas de pescado, daí a necessidade de respeitar e preservar os oceanos.

Acrescentou que 40% dos oceanos do mundo são altamente afectados pela actividade humana com pressão antrópica sobre as zonas costeiras e prevê-se que em 2050 aproximadamente 50% das energias será proveniente dos oceanos.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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