Polícia Nacional/147 Anos: Actualização salarial e pagamento de subsídios esperam por soluções – Sindicato

 

Cidade da Praia, 15 Nov (Inforpress) – Actualização salarial e subsídios de carga horária, de risco e de turno são algumas reivindicações do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) que ainda persistem no seio da classe, neste dia em que a corporação completa o 147º aniversário.

Em declarações à Inforpress, o presidente do Sinapol, José Barbosa, reconheceu que por um lado o Governo tem conhecimento e tem demostrado “abertura” em relação às reivindicações da classe, mas que ao mesmo tempo os resultados continuam “aquém do esperado”, até ao momento.

Segundo o sindicalista, em relação à questão salarial da Polícia Nacional (PN), o Governo apresentou e discutiu uma proposta, tendo-se chegado a um acordo que resultou na “nivelação salarial” na corporação. Entretanto, ficou por efectivar a actualização salarial, que já tem a garantia do Executivo de que, em 2018, vai ser uma realidade.

“Esperamos no próximo ano termos a primeira actualização salarial na Polícia Nacional, porque é algo que tem trazido muita desmotivação dentro da classe”, afirmou, indicando que outra situação que tem trazido desmotivação são as “pendências crónicas” como as progressões e reclassificações que “ainda estão longe de serem resolvidas”.

Quanto à carga horária, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia disse que o Governo tem duas saídas: “a formação de mais efectivos ou optar para o pagamento das horas extraordinárias ao pessoal”, visto que, neste momento, há quem faz o dobro do tempo legal.

“Quanto ao subsídio de riscos e de turno, o sindicato não vai abrir mão. O Governo está meio desorientado em relação a isto”, assegurou José Barbosa, que não se esqueceu da situação “deficiente” do fardamento dos efectivos e a “lamentável” realidade dos serviços sociais da PN que, no seu entender, estão “desvirtuados e num estado muito crítico”.

Outro ponto reivindicativo tem a ver com o facto da Guarda Fiscal e da Polícia Marítima estarem “desprovidas de receber subsídios de condição policial”, mas que considerou ser um “atropelo à legalidade e um “artifício manhoso” utilizado nos estatutos para impedir esses profissionais de serem considerados polícias.

“A Guarda Fiscal está a preparar, neste momento, a sua melhor forma de luta, em que, possivelmente, está incluída a greve”, contou, exortando o Governo a adoptar uma política pública “mais virada” aos profissionais da polícia, assim como é necessário acabar com as “fricções e clima de medo e represália”, dentro da própria estrutura da corporação, a começar pelo dirigente e comandantes que devem ser redefinidos os seus perfis.

José Barbosa notou, também, que o Orçamento de Estado para 2018 devia ser “mais ousado” em matéria de segurança interna do país.

O acto central do 147º aniversário da Polícia Nacional acontece esta quarta-feira, 15, no Auditório Nacional da Cidade da Praia, para além de várias outras actividades desportivas, recreativas e culturais que vêm sendo realizadas há várias semanas em diferentes pontos do país.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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