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Polícia Judiciária já consegue fazer análise definitiva de droga em Cabo Verde

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – A Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde já consegue fazer a análise definitiva de droga no arquipélago, sem depender do exterior, informou hoje na Cidade da Praia o coordenador superior daquela polícia científica, Natal Prado.

Aquele responsável falava aos jornalistas após a abertura de uma formação de formadores em matéria de gestão da cena de crime e análise de drogas destinada aos profissionais da área forense da Polícia Judiciaria, da Polícia Nacional, do Ministério Público e da Magistratura Judicial, promovida pela ONUDC, no âmbito do projecto regional de apoio ao Plano de Acção da CEDEAO, na luta contra as drogas e o crime conexo, bem como na prevenção ao uso de drogas.

“Em termos de material de análise de droga estamos bem preparados. Já podemos fazer análise definitiva em Cabo Verde”, informou Natal Graça, recordando que antes se dependia do exterior e completando que as análises feitas hoje nos laboratórios da PJ garantem um “elevado grau de precisão”, dependendo do grau de pureza da droga.

Já em relação aos recursos humanos, aquele responsável fez saber que a PJ acabou de formar inspectores e que, neste momento, tem dois cursos de chefia de promoção à inspectores chefes e coordenadores. Estão ainda a ser formados, segundo a mesma fonte, mais de 20 pessoas para integrarem o corpo de segurança.

“O corpo de segurança é muito importante, porque, não só protege as instalações como também dão o suporte à protecção de testemunhas, dos efectivos na parte táctica das operações. Em termos de recursos humanos vai ser muito bom para a Polícia Judiciária. É um ponto forte para a PJ”, acrescentou.

Em relação à supracitada acção de formação, Natal Graça defendeu que a mesma é, em primeiro lugar, “importante” para o laboratório da Polícia Judiciária. Conforme disse, sendo um projecto-piloto, os especialistas cabo-verdianos nesta matéria vão passar todo o seu conhecimento aos colegas de outros países da região.

“Por outro lato, pretendemos certificar também o nosso laboratório, daqui a 10 anos mais ou menos. É um processo longo e isto contribui para o processo de certificação”, afirmou a mesma fonte, para quem as críticas dos especialistas e auditores da ONUDC permitem a introdução de correcções que irão contribuir para o processo da almejada certificação.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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