Polícia encontra 87 detonadores de bombas num terminal de autocarros no Sri Lanka

Colombo, 22 Abr (Inforpress) – A polícia do Sri Lanka descobriu hoje 87 detonadores de bombas num terminal de autocarros na capital, Colombo, depois dos ataques no domingo de Páscoa que deixaram mais de 290 mortos e 500 feridos no país.

“Oitenta e sete detonadores foram descobertos num terminal de autocarros particular de Bastian Mawatha, em Pettah”, informaram as forças de segurança num comunicado.

Este distrito está localizado a meio caminho entre hotéis de luxo à beira-mar e a Igreja de Santo António, locais dos ataques de domingo de Páscoa em Colombo.

“A polícia encontrou 12 deles espalhados no chão e depois revistaram um aterro onde 75 detonadores adicionais foram encontrados”, referiu a nota.

“Nenhum suspeito foi preso e a polícia de Pettah continua a sua investigação”, segundo o comunicado.

O Governo cingalês decretou estado de emergência a partir da meia-noite (17:30 em Cabo Verde) em nome da “segurança pública”.

Os sete bombistas suicidas que realizaram o ataque coordenado nas igrejas e hotéis no domingo de Páscoa no Sri Lanka, que provocou 290 mortos e 500 feridos, pertenciam ao grupo islâmico local National Thowfeek Jamaath, informou o Governo cingalês.

Todos os bombistas suicidas eram cidadãos do Sri Lanka, mas as autoridades suspeitam que tinham ligações ao estrangeiro, disse o ministro da Saúde, Rajitha Senaratne, numa conferência de imprensa.

As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram “quase em simultâneo”, pelas 08:45 de domingo (01:15 em Cabo Verde), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias francesa France Presse (AFP) o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

A polícia também informou hoje que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

Entretanto, os Estados Unidos (EUA) alertaram hoje que “grupos terroristas” continuam a preparar ataques no Sri Lanka, depois uma série de explosões no domingo de Páscoa.

“Grupos terroristas continuam a planear possíveis ataques no Sri Lanka. Os terroristas poderiam atacar com pouco ou nenhum aviso (…) áreas públicas”, alertou o Departamento de Estado norte-americano através da sua embaixada dos Estados Unidos no Sri Lanka.

O Governo dos Estados Unidos indicou como potenciais alvos destes ataques áreas turísticas, centros de transporte, mercados, centros comerciais, instalações governamentais, hotéis, clubes, restaurantes, locais de culto, parques, grandes eventos desportivos e culturais, instituições educacionais e aeroportos.

Os ataques no Sri Lanka a três igrejas e três hotéis no domingo de Páscoa foram realizados por sete bombistas suicidas, disse um perito forense do Governo cingalês à agência de notícias Associated Press (AP).

O analista do Governo Ariyananda Welianga indicou que a investigação mostra que estavam envolvidas pelo menos duas pessoas no ataque no hotel Shangri-La. Os restantes bombistas atacaram em Colombo o Santuário de Santo António, os hotéis Cinnamon Grand e Kingsbury, bem como a Igreja de São Sebastião e a Igreja de Sião nas cidades de Negombo e Batticaloa, respetivamente.

As duas explosões que tiveram lugar horas depois numa pousada e perto de um viaduto nos arredores de Colombo ainda estão sob investigação.

Pelo menos 290 pessoas morreram e 500 ficaram feridas nos ataques de domingo no Sri Lanka, segundo um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades.

Inforpress/Lusa/fim

 

 

 

 

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