PNP deve ser um cartão de entrada para as empresas cabo-verdianas competirem em outros mercados –ministro

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – O ministro da Cultura das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse hoje que o Prémio Nacional de Publicidade (PNP) deve ser um cartão de entrada para as empresas cabo-verdianas competirem nos mercados internacionais.

A afirmação foi feita pelo governante, no final do encontro que manteve esta tarde com a equipa da EME-Marketing e Eventos, promotora do Prémio Nacional de Publicidade, momento esse que serviu também para entregar o galardão que distingue o ministério como parceiro institucional e padrinho do PNP durante cinco anos.

Para o ministro, o Prémio Nacional de Publicidade deve ser um cartão de entrada para as empresas cabo-verdianas competirem nos mercados internacionais, como os nigeriano, senegalês, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da lusofonia.

Abraão Vicente afirmou que as empresas cabo-verdianas da área de publicidade e marketing devem ambicionar fazer parte do mercado da região e não sós, mas sublinhou que são poucas as empresas que tem dado passos para se registarem e se oficializar em outros países para estarem aptos a participarem nos concursos internacionais.

Neste sentido, defendeu que as empresas da área de publicidade e marketing devem reforçar as parcerias para promover o alargamento do mercado publicitário em Cabo Verde e também para a projecção internacional.

“A parceria entre os estúdios, as empresas nacionais e as empresas internacionais que têm sede e já tem infraestrutura nesses países é o primeiro passo para a nossa internacionalização”, referiu o ministro que defendeu que existe um nicho do mercado que precisa ser activado.

Por outro lado, acrescentou que muitas das empresas privadas do sector da comunicação social queixam-se da falta de publicidade, porque não há produtos acabados para fazer a publicação, comprar espaços quer nas rádios, nas televisões e nos jornais.

“Com essa amplificação é um trabalho que deve ser feito não só pelas equipes comerciais das empresas de comunicação social, mas sobretudo pelas empresas de marketing e publicidade que eu creio que devem trabalhar lado a lado com as empresas de comunicação social para o alargamento do mercado publicitário em Cabo Verde”, apontou.

Por seu turno, a administradora EM-Marketing e Eventos, Maria Martins, revelou que a edição do próximo ano pretende descentralizar o prémio e introduzir novas categorias.

Segundo disse, a ideia é fazer com que os profissionais das outras ilhas tenham a oportunidade de participarem também na semana da publicidade que tem por objetivos partilhar conhecimentos, experiências, estabelecer network e desenvolvimento de parcerias a esse nível.

O PNP tem como objectivo reconhecer os trabalhos publicitários criados, produzidos e comprovadamente divulgados em Cabo Verde.

AV/JMV
Inforpress/Fim

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