PM reconhece importância da comunicação social no processo de democratização do País

Cidade da Praia, 26 Nov (Inforpress) – O primeiro-ministro (PM), Ulisses Correia e Silva, reconheceu hoje a importância da comunicação social (CS) no processo de democratização do País, apontando um conjunto de apostas e ganhos durante 30 anos.

Ulisses Correia e Silva fez esta intervenção durante o seu discurso na abertura da conferência “30 anos a cuidar da liberdade de imprensa”, promovida pelo Sindicato dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), no âmbito das celebrações dos 30 anos de existência da organização.

O chefe do Governo começou por dizer que os 30 anos da organização sindical correspondem ao percurso do Cabo Verde democrático, em que o jornalismo teve um papel fundamental na afirmação da democracia no arquipélago.

Ulisses Correia e Silva apontou que a política e a comunicação social são duas áreas com algumas convergências pois, explicou, são altamente escrutinados, avaliados, às vezes criticados com justiça e outras vezes não, mas frisou que são ambas missões nobres.

“A democracia não avança sem uma comunicação social livre, independente e determinada até a ultrapassar obstáculos que nós todos também ultrapassamos”, avançou.

O primeiro-ministro assinalou que ambas as áreas fazem parte de uma trajectória que colocou Cabo Verde numa democracia de referência, e que orgulha os cabo-verdianos, sendo o primeiro país em África com liberdades civis e política, segundo a Freedom Índex, e com subidas consistentes no ‘ranking’ da organização dos repórteres sem fronteiras (RSF).

“É para continuar, porque mais uma vez fazendo a ponte entre essas duas áreas não há trabalho concluído, é sempre uma construção, são sempre desafios para podermos avançar e o papel do jornalismo nesses indicadores é determinante”, realçou.

Por outro lado, Ulisses Correia e Silva sublinhou que o Governo tem estado a introduzir ganhos importantes na comunicação social nos últimos anos, apontando o regime de incentivos que passou a incluir uma nova realidade e que não se tinha em 1990, os órgãos digitais, as rádios comunitárias que se foram desenvolvendo, o novo regime de financiamento do serviço público de rádio e de televisão.

“Novos estatutos da Radio Televisão de Cabo Verde (RTC) com uma ambição de garantir uma maior independência, pluralismo e expressão desses dois órgãos públicos, a melhoria do quadro da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC)” são alguns dos ganhos apontados por Ulisses Correia e Silva que avançou ainda a capacitação de profissionais do sector da comunicação social que deve ser continuo e com fortes investimentos.

O chefe do Governo destacou a introdução da televisão digital terreste (TDT) com impacto na universalização do acesso e modernização, considerando ser importante que as informações cheguem às pessoas, particularmente, no caso da televisão.

“Com a TDT estaremos a eliminar constrangimentos e barreiras, e hoje temos 18 dos 22 municípios cobertos, correspondendo a cerca de 87 por cento (%) da população, mas temos de chegar, brevemente, aos 100%”, declarou.

Por fim reconheceu também “o papel importante” dos jornalistas e da comunicação social no “duro combate que é a covid-19”, tanto nos órgãos públicos, como nos órgãos privados, fundamental para que Cabo Verde vença esta luta.

HR/HF

Inforpress/Fim

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