PM diz ser “prestigiante” para o país a escolha de José Maria Neves para chefiar a delegação  de observadores da CEDEAO

Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, considerou “prestigiante” para Cabo Verde a escolha de José Maria Neves para chefiar a equipa de observadores da CEDEAO nas eleições presidenciais da Guiné Conacry que terão lugar no dia 18 de Outubro.

“A escolha de um alto representante, ex-primeiro ministro de Cabo Verde, com a aceitação consensual dos candidatos do poder e da oposição, é prestigiante para o nosso país”, escreveu hoje o chefe do Governo na sua página das redes sociais Facebook, depois de ter recebido, em audiência, o antigo primeiro-ministro José Maria Neves.

Em declarações hoje à imprensa antes da sua partida Neves informou que a delegação de observadores que vai chefiar integra entre 70 a 80 membros, tendo explicado que a situação na Guiné Conacri é de “alguma instabilidade” com vários candidatos, fazendo com que a disputa seja “muito renhida”.

“Consensualmente as diferentes partes aceitaram que Cabo Verde, na pessoa do ex-primeiro-ministro, conduzisse a delegação da CEDEAO para observar as eleições. No Fundo é das delegações mais importantes que estarão em Conacri para a observação das eleições”, afirmou.

Abordado pela imprensa à saída do encontro com o Presidente da República, José Maria Neves referiu que “tinha ido dar ao Presidente da República conta da missão e falar com ele sobre os diferentes meandros da realização das eleições presidenciais na Guiné Conacri”, acrescentou.

José Maria Neves frisou ainda que o Presidente da República, por seu turno, tem acompanhado muito de perto as diferentes eleições.

“Nós temos, nos próximos meses, várias eleições na região. Enquanto membro da CEDEAO, Cabo Verde tem participado activamente, essencialmente através do chefe de Estado”, frisou.

“Ele tem acompanhado com muita atenção às diferentes questões que se referem a democracia, as liberdades, à boa governação aqui na região e apresentou um quadro da situação mostrando a importância da missão e contributo que Cabo Verde pode dar para a estabilidade e o aprofundamento da democracia, criando as condições de governabilidade e de boa Governação aqui na Região”, continuou.

Questionado se já se está a preparar para se candidatar às próximas eleições Presidenciais de Cabo Verde em 2021, José Maria Neves respondeu que agora está a pensar nas eleições presidenciais da Guiné Conacri.

“Cabo Verde é só no futuro”, concluiu.

Antigo presidente do Partido Africana da Independência de Cabo Verde (PAICV), José Maria Neves foi também primeiro-ministro de 2001 a 2016, sendo natural do concelho de Santa Catarina, interior da ilha de Santiago onde nasceu a 28 de Março de 1960.

Gestor público e político, Neves se formou em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, no Brasil.

Depois de deixar as funções de primeiro-ministro fundou, na Cidade da Praia, uma fundação com o seu nome, instituição dedicada à promoção das liberdades, à consolidação da democracia e do estado de direito, à boa governação, à efetividade das políticas públicas e ao desenvolvimento sustentável dos pequenos estados insulares em especial Cabo Verde.

Tem publicado dois livros: “Cabo Verde: Gestão das Impossibilidades”, “Uma Agenda de Transformação para Cabo Verde”.

LC/GSF/FP

Inforpress/Fim

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