PM defende que Cabo Verde deve acelerar o passo na implementação das soluções sustentáveis

Cidade da Praia, 13 Mai (Inforpress) – O primeiro-ministro defendeu hoje que Cabo Verde e o mundo devem acelerar o passo na implementação de soluções sustentáveis, nomeadamente a nível das energias renováveis para reduzir as vulnerabilidades e aumentar a resiliência.

O chefe do Governo cabo-verdiano, que discursava na cerimónia de encerramento do projecto Reflor-CV, frisou que Cabo Verde tem sido colocado em contextos difíceis, pelo que uma das lições é que o País tem de acelerar e fazer aquilo que tem de ser feito.

“Nós desde 2016 definimos uma linha muito clara para reduzir as vulnerabilidades do país e aumentar sua resiliência que isso passa pela economia verde, energias renováveis… temos uma meta definida e vamos ter que acelerar mesmo”, disse.

Ulisses Correia e Silva sublinhou que com alguns sinais que o mundo tem dado e que agora complicaram com a guerra na Ucrânia ficou claro que o mundo anda atrasado relativamente a soluções que já deveriam estar implementadas, particularmente esta questão das energias renováveis e a redução das dependências através da utilização de recursos endógenos.

“No caso de Cabo Verde temos muito sol, muito vento que podem ser transformados em energia, mas para isso é preciso acelerar mais, acelerar mais e isso pressupõe não só um quadro legal, regulatório e institucional que já temos, mas investimentos quer públicos quer privados para podermos avançar”, indicou.

Energia limpa, o nexo de água energias renováveis para viabilizar a agricultura, economia circular da água, o aumento da cobertura florestal da área plantada, a arborização e protecção, recuperação e valorização da biodiversidade e gestão das mudanças climáticas e dos riscos sociais são na perspectiva do primeiro-ministro o essencial daquilo que se deve focar nos próximos tempos.

Neste particular destacou o contributo dado pelo projecto de Adaptação e Resiliência do Sector Florestal em Cabo Verde (Reflor-CV) implementado de 2017 a 2022 com o financiamento da União Europeia e da FAO, com o objectivo de contribuir para o aumento da adaptação e resiliência do sector florestal no País.

O mesmo possibilitou o reforço dos instrumentos de política nacional e os acordos internacionais a nível florestal e ambiental e, no que toca às pessoas, o projecto, que foi desenvolvido nas ilhas de Santiago, Fogo, e Boa Vista, beneficiou mais de dez mil pessoas e permitiu a criação de mais de mil empregos em 24 comunidades dos sete concelhos abrangidos nas três ilhas.

O projecto teve uma forte vertente a nível da formação incluindo estágios profissionais, de mais de 300 pessoas participaram no desenvolvimento de instrumentos de planeamento e gestão florestal.

Em termos de intervenção no terreno permitiu a reflorestação de mais de mil hectares de terreno que foram reflorestados ou recuperados com a fixação de 350 mil plantas, tendo ainda sido reabilitados ou construídos quatro viveiros.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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