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PM comprometeu-se alterar a taxa de juro diferenciado a zero% aos comerciantes de Sucupira

Cidade da Praia, 24 Fev. (Inforpress) – O primeiro-ministro comprometeu-se hoje a acelerar o processo dos empréstimos com garantia e taxas de juros bonificado aos vendedores do Mercado de Sucupira e proceder à uma diferenciação relativamente aos comerciantes que sofreram os efeitos da pandemia e das enxurradas.

Ulisses Correia e Silva manifestou esta preocupação à imprensa, no final de um encontro com os comerciantes do Mercado de Sucupira, em que os visados manifestaram-se contra a taxa de juros de 5.5% nos empréstimos propostos pelo Governo, pelo que deixou a garantia de diferenciar os mecanismos de financiamento à taxa de juro zero.

Esclareceu que a taxa de juro na ordem dos 5.5% é direccionada “para outras situações, as mais viradas para os prejuízos provocados pela pandemia”, ressaltando que desde sempre se pautou pela diferenciação.

O chefe do Governo reconheceu que, para além da quebra de vendas por falta de circulação e mobilidades de pessoas, as enxurradas de Setembro último aumentaram os prejuízos.

“Aqueles que tiveram prejuízos acumulados, ainda maiores com as enxurradas, receberão maiores benefícios”, sintetizou o Chefe do Governo neste encontro que contou com uma boa audiência dos vendedores, deste que é o maior mercado informal da Cidade da Praia, que se mostraram “altamente prejudicados” e pela burocracia na resolução dos seus problemas.

Depois de auscultar as reclamações dos vencedores, na sua maioria femininas, Ulisses Correia e Silva disse que o Governo já está a fazer um novo levantamento das pessoas com direito ao novo Rendimento Solidário, para contemplar as pessoas com direito, mas não foram beneficiadas.

Realçou que relativamente ao Mercado de Sucupira, o processo está a ser revisto com mais de 100 pedidos em processamento.

Considerou, ainda, ser necessário decifrar as responsabilidades governamentais da câmara, quanto às questões levantadas pelos participantes, razão pela qual explicou que a problemática relacionada com a organização e o funcionamento, saneamento e a segurança do Mercado de Sucupira, deve ser exigida junto da autarquia.

Já na qualidade do porta-voz dos vendedores, Pedro Almeida Gonçalves, comerciante há 25 anos no Mercado de Sucupira, e que foi uma das vozes críticas ao mecanismo de financiamento proposto, disse ter saído deste encontro com o executivo com um misto de optimismo e preocupação, esperançado que brevemente receberão “uma resposta credível”.

“A situação no Mercado de Sucupira é péssima. A respeito da governação, houve promessas que ainda não foram cumpridas, pelo que não aceitamos a taxa de juro na ordem dos 5.5%, porque o momento não é o ideal. Há uma falta de assumpção de responsabilidades, porque o não desassoreamento das ribeiras e vales estiveram na base das enxurradas”, ajuizou.

Disse agora esperar que “o executivo cumpra com as suas promessas”, indicando que mais de 200 vendedores ficaram directamente afectados, com perdas exorbitantes nos seus negócios, com dívidas junto à banca, de tal modo que muitas ficaram sem quaisquer recursos para assumirem os compromissos junto dos fornecedores.

“Há que ter um Fundo Soberano. Há que pensar numa forma de nos ajudar para podermos rentabilizar, de modo a pagarmos os nossos impostos directamente”, concluiu.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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