Plano Museológico vai dar orientações para uma melhor organização dos museus- IPC (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) – O presidente do Instituto do Património Cultural, Jair Hamilton Fernandes, afirmou hoje que o Plano Museológico, em fase de elaboração, vai dar orientações para uma melhor organização diária dos museus.

Jair Hamilton Fernandes falava à Inforpress, no âmbito de uma acção de formação sobre “Gestão de Museus – Bases orientadoras para a elaboração de um Plano Museológico”, destinado aos profissionais de museus de Cabo Verde e outros técnicos.

Esta acção, que decorre durante uma semana, na cidade da Praia, é uma iniciativa da Fundação Amílcar Cabral, e conta com a parceria da Fundação Lelio e Lisli Basso de Itália, e a colaboração da Direcção Geral do Património Cultural de Portugal.

Nesta formação, que vem na sequência do curso “Abordagem à Gestão de Museus”, ministrado pelo Instituto do Património Cultural, os técnicos vão reflectir sobre os museus onde trabalham e no final vão elaborar o principal documento estratégico de gestão museológico, o Plano Museológico.

Para este responsável, elaborar este plano, significa dar um “passo importante na melhoria do trabalho dos museus de Cabo Verde” e apetrechar os mesmos dos seus documentos de base “impulsionadores de uma nova largada na museologia que se quer em Cabo Verde”.

“Este plano é um documento estruturante na gestão diária do museu, mas também nas actividades previstas num quadro maior. Tem na sua essência desde orientações académicas e técnicas para uma melhor organização do espaço, refiro desde a área de conservação, passando pelo espaço, até as dinâmicas que se quer empreender aqui a nível do museu”, afirmou.

Conforme disse, esta formação veio mesmo “a calhar”, isto é, numa altura em que o Projecto “Museus de Cabo Verde”, que prevê intervenções no museu do país, visando a sua maior organização de gestão para melhor servir a comunidade e os visitantes, completa dois anos.

A gestão do museu, segundo a mesma fonte, requer de cada responsável “uma dose extra” de sensibilidade, dinamismo e criatividade, para que possam transformar os museus em espaços cada vez “mais aprazíveis, de reflexão, de aprendizagem e de lazer”.

“Com esta formação, esperamos que os técnicos assimilem os conceitos e que seja um início de produção de documentos palpáveis, caso concreto do Plano Museológico, para que cada estrutura e os técnicos sejam mais ousados na nobre tarefa de gerir os museus e que a gestão dos mesmos seja melhor a cada dia”, perspectivou.

Por sua vez, o administrador da Fundação Amílcar Cabral, Miguel Lima, deixou algumas pistas para reflexão, que, a seu ver, são referências que “reclamam ser elevadas à dignidade” de constarem do Plano Museológico, nomeadamente temas como o milho e sua relação com os hábitos e costumes dos cabo-verdianos, à resiliência da cana sacarina versus o consumo do grogue, e à evolução dos transportes marítimos.

A formadora e técnica do Instituto do Património Cultural de Portugal, Teresa Mourão, disse à Inforpress que durante esta formação vai apresentar uma série de pistas para que conjuntamente possam reflectir sobre um documento que possa ser um Plano Museológico “útil” para os museus de Cabo Verde.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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