Plano estratégico da diáspora vai dar mais centralidade às comunidades cabo-verdianas – ministro

Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) – O novo Plano Estratégico da Diáspora 2022 -2026, apresentado hoje na Praia, visa, através de programas e projectos, eliminar o distanciamento que existe ainda entre as comunidades residentes e da diáspora.

A informação foi dada à imprensa pelo ministro das Comunidades, Jorge Santos, após a sessão de abertura de um ateliê de apresentação do referido plano a que co-presidiu, na Praia.

Trata-se, segundo o governante, de um documento com dois pilares fundamentais que assentam na centralidade e na criação de instrumentos de integração materializados em 72 projectos concretos, tendo como denominador comum a promover a conectividade funcional entre o país e a diáspora.

As nossas comunidades reivindicam, e como razão, que sentem secundarizadas por as políticas públicas nacionais, na sua maioria, nunca visarem a integração desses cabo-verdianos”, notou Jorge Santos, realçando a importância das novas tecnologias para conseguir essas conectividades com a diáspora.

Por outro lado, apontou que um dos principais eixos desse plano estratégico é o recenseamento para conhecer o perfil da diáspora cabo-verdiana, para saber o seu potencial financeiro, as suas competências e o seu “conhecimento, “uma vez que são cabo-verdianos que vivem nos países desenvolvidos”.

“Portanto, é este potencial que nós queremos agregar valor a nível do esforço do desenvolvimento nacional, mas para isto tem que ter dados estatísticos fiáveis”, explicou Jorge Santos, considerando esta operação estatística como a segunda fase do censo nacional.

“Por isso, a diáspora cabo-verdiana constitui hoje, não só para o Governo, um dos activos importante para o esforço de desenvolvimento de Cabo Verde”, reiterou o ministro, referindo-se aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam que de 2011 a 2021 as transferências financeiras dos emigrantes representaram 15 por cento (%) do Produto Interno Bruto (PIB).

Por seu lado, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu que a contribuição da diáspora na economia cabo-verdiana é “importante e substancial “e que não pode ser vista somente na óptica financeira, por ser “intangível”.

Neste sentido, Olavo Correia considerou que ela é importante para o prestígio internacional de Cabo Verde à escala mundial, naquilo que representa em termos de valores e conhecimentos.

“Por isso, a diáspora é importante quando olhamos para a economia, mas também é importante para o prestígio internacional de Cabo Verde, que é feito pelos cabo-verdianos que estão no exterior”, precisou o ministro, defendendo que a diáspora tem quer vista como uma centralidade.

“O Governo estabeleceu no seu programa da X Legislatura que as comunidades são uma extensão das ilhas do ponto de vista identitário, cultural, económico e de conhecimento”, lembrou Olavo Correia.

OM/CP

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