Plano de negócios da RTC identifica sete componentes de modalidade para “mais receitas financeiras e modernização”

Cidade da Praia, 28 Jul (Inforpress) – O novo plano de negócios da empresa de comunicação com presença na rádio, televisão e internet (RTC), apresentado hoje aos parceiros, identificou sete componentes de modalidade de negócios para dotar a empresa de “mais receitas financeiras e modernização”.

A afirmação é do presidente do conselho da administração da RTC, Policarpo de Carvalho, em declarações à imprensa sobre o projecto e de estratégia para o futuro da empresa, que assenta, conforme referiu, no desenvolvimento de negócios que garantem a sustentabilidade económica e financeira face à escassez de recursos da empresa.

“Foram identificadas na consultadoria sete componentes, que serão novas modalidades de negócios, e que se espera trazer mais receitas financeiras e ajudar na modernização, pois, com esse plano vai-se alterar todo o quadro organizacional e adaptá-la aos componentes de negócios identificados”, declarou Policarpo de Carvalho.

Com este plano, segundo a mesma fonte, uma das componentes a ser trabalhada vai ser o relançamento da TCV Internacional para os mercados europeu, África, América do Norte e Sul, e o resto do mundo, fazendo chegar a diáspora serviços que poderão ser fonte de receita para a empresa.

“Tecnicamente vamos ajudar muito a empresa com este plano, mas temos de entender que a dimensão do nosso mercado é pequena. Ela ajuda sim, mas por si só não vai garantir toda a sustentabilidade da empresa já que a nossa margem comercial ronda os 10%”, acrescentou.

O presidente do conselho de administração da RTC, que disse querer debater este plano para poder “gerir melhor” a empresa que é pública, avançou ainda que o Governo já prontificou em começar a ajustar as remunerações compensatórias em 2023, e lembrou que a conta de exploração data de 1997.

“A conta é de 26 anos atrás e hoje estamos em 2022 e o serviço que estamos a prestar, quer ao Estado acionista, quer ao público, precisa ser actualizado”, informou, sublinhado por outro lado, que só com o pessoal a RTC gasta quase 400 milhões de escudos por ano, o que “não deixa margem para investimentos”.

Questionado para quando a implementação do novo plano, aquele responsável adiantou que “vai ser para já, pois, após os imputes recebidos dos parceiros será fechado e implementado” para que possam, num curto espaço de tempo, cumprir com os sete componentes de modalidade identificados.

O administrador da RTC identificou ainda, no quadro da reforma, o projecto da plataforma tecnológica de automação e produção que vai ser lançado dentro de quatro a cinco meses, ou seja, antes do fim do ano.

“Antes do final do ano vamos apresentar aos cabo-verdianos uma nova plataforma de emissão e difusão que nos custou a volta de um milhões de euros”, assegurou.

A RTC, segundo o seu Policarpo de Carvalho, tem um gasto geral a volta de 610 mil contos, sendo que mais 58% vai para o seu quadro pessoal.

“E como não queremos falar em despedimento olhamos para o estatuto da empresa e concluímos que é mais estratégico ter novas fontes de financiamento”, concluiu.

Criada em 1997, a RTC é uma empresa de comunicação social de Cabo Verde com presença na rádio, televisão e internet, e responsabilidade com as comunidades nacional e diáspora.

Segundo a sua administração é a maior produtora de conteúdos do País.

O workshop realizado hoje, no centro de convenções da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), consiste na apresentação do Plano de Negócios num horizonte temporal de cinco anos (2022-2027) que garanta a sustentabilidade económica e financeira da organização através de novas fontes de receita.

PC/AA

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos