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Plano de Gestão da Cidade Velha exige um esforço de quatro milhões de euros – IPC (c/áudio)

Cidade da Praia, 25 Jun (Inforpress) – O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Jair Fernandes, revelou hoje que para a materialização do Plano de Gestão da Cidade Velha no horizonte 2019-2022 é necessário mobilizar quatro milhões de euros (450 mil contos).

O plano será apresentado esta quarta-feira, no Centro Cultural Cidade Velha, no município da Ribeira Grande de Santiago, no âmbito das celebrações do X aniversário de elevação da Cidade Velha a Património Mundial.

Este plano, segundo uma nota de imprensa, foi elaborado pelo IPC, em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, tendo por base os subsídios recolhidos nos vários workshops realizados ao longo do ano de 2018, para o plano estratégico de desenvolvimento do Governo.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, o presidente do IPC informou que para a sua implementação será necessário mobilizar quatro milhões de euros.

O plano, segundo Jair Fernandes, vem responder a uma das exigências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que recomenda todos os sítios inscritos na lista de Património Mundial devem ter um plano de gestão.

Cidade Velha, afirmou, está sem um instrumento de gestão desde 2012, altura em que expirou o primeiro plano elaborado em 2008 com um período de vigência de quatro anos.

Conforme afirmou, este plano alinha a estratégia da questão do território, com as directrizes macro, nomeadamente, o objectivo de desenvolvimento sustentável, o plano estratégico de desenvolvimento de Cabo Verde, entre outros.

Ainda, indicou, visa, por um lado, trabalhar com a comunidade e despertar neles o sentimento de pertença, promovendo a sua participação efectiva na gestão do sítio e, por outro, a preservação e valorização do sítio património da Humanidade.

O plano de gestão de Cidade Velha está alicerçado em seis eixos estratégicos, nomeadamente a dimensão normativa e legal para o devido enquadramento, desde classificação a património nacional e a classificação individual dos elementos patrimoniais, mas também a própria classificação e inscrição no património da Humanidade.

A dimensão estratégica e operacional deste mesmo plano, a dimensão da gestão, seguimento e avaliação do plano que, segundo disse, será o elemento primordial na fiscalização da Unesco a gestão de Cidade Velha, são outros eixos.

Para o presidente do IPC, sendo Cidade Velha a imagem da marca de Cabo Verde é necessário valoriza-la.

Neste sentido, avançou que o Governo está a investir quase 200 mil contos em projecto de reabilitação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e na capela gótica, na reabilitação da paisagem urbana com o projecto de melhoramento de acesso pedonal desde Fortaleza Real até ao Pelourinho, e reabilitação da orla marítima.

Revelou que antes da apresentação deste plano, as actividades ou os projectos que constam deste documento já estão a ser materializados, como é o caso do melhoramento dos caminhos vicinais, reabilitação da igreja, valorização do património imaterial (tabanca e festas de romaria).

“Se formos ver, em termos quantitativos há aqui investimentos antes da implementação em curso”, frisou.

Para este responsável, muito mais do que comemorar os 10 anos de elevação a Património Mundial da Humanidade é preciso fazer uma reflexão à volta da gestão dos bens patrimoniais a nível nacional.

AM/CP

Inforpress/Fim

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