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Plano de Acção da Saúde do Adolescente aponta a redução do consumo do álcool e outras drogas como principal desafio

 

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O Ministério da Saúde e da Segurança Social validou hoje, na Cidade da Praia, o Plano de Acção da Saúde do Adolescente para o horizonte 2018-2020, apontando a redução do consumo do álcool e outras drogas como principal desafio.

O documento foi validado no final de um atelier promovido pelo Ministério da Saúde e da Segurança Social, através do Programa Nacional de Saúde do Adolescente da Direcção Nacional da Saúde, que tem entre outras funções, promover e integrar políticas de saúde a favor dos adolescentes em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa, a coordenadora do Programa Nacional de Saúde do Adolescente, Belmira Miranda, explicou que o Plano de Acção da Saúde do Adolescente para o horizonte 2018-2020 foi elaborado, visto que a saúde do adolescente constitui, actualmente, um dos eixos “prioritários” de interversão dos serviços de saúde em Cabo Verde e que assenta em dois pilares:

O peso na pirâmide populacional que este grupo representa e, por ser um grupo com especificidades próprias e que são portadores de oportunidades de novos valores sobre a saúde, podendo modelar, positivamente, comportamentos futuros na população no geral, com particular interesse sobre o fenómeno do alcoolismo, dos hábitos tabágicos, a maternidade precoce, a violência baseada no género, entre outros fenómenos sociais com interesse para a saúde.

“O diagnóstico feito revelou que os maiores problemas estão ligados às questões dos consumos do álcool e outras drogas e a gravidez na adolescência”, frisou Belmira Miranda, que anunciou a elaboração de um estudo mais detalhado sobre a saúde do adolescente que vai focar em áreas específicas, como forma de se conhecer “a fundo as questões que tocam esta população”.

O referido plano pretende obter ganhos na saúde dos adolescentes, através de acções implementadas com os vários parceiros, para reduzir o consumo de álcool e drogas e as dependências, promover as escolhas saudáveis e responsáveis na vida sexual e reprodutiva dos adolescentes, o aborto seguro, promover a saúde mental e melhorar as relações intrafamiliares.

A prevenção de comportamentos e situações de violência e exploração, bem como promover hábitos de higiene, alimentação saudável e exercício físico no seio deste grupo da populacional, são outros propósitos do plano.

O encerramento do atelier de validação do Plano de Acção da Saúde do Adolescente para o horizonte 2018-2020, que teve a parceria das Nações Unidas, foi presidida pela directora do gabinete da ministra da Educação e da Inclusão Social, Maritza Rosabal.

DR/FP

Inforpress/Fim

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